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Governo erra, e greve pode piorar

Análise do jornalista Henrique Araújo sobre o pronunciamento do presidente Michel Temer (MDB)

14:25 | 25/05/2018
Emparedado, o governo Michel Temer (MDB) resolveu sair das cordas e anunciar o uso da força para liberar as estradas. Irritado, o presidente anunciou item por item o acordo feito ontem com oito das 11 entidades que representam os caminhoneiros. E chamou a turma que ainda permanece nas estradas de “minoria radical”. Esse filme a gente já viu. Passou nos “cinemas” em 2013.
[SAIBAMAIS]
Assim como foi surpreendido pelo movimento, o governo avalia mal o momento e faz uma aposta de alto risco ao recorrer ao Exército para liberar as rodovias. A tentativa agora é de isolar os manifestantes, criando uma fissura na mobilização de transportadores de cargas.

Sem lideranças, porém, esse levante lembra muito o começo das manifestações de 2013. E as dificuldades de resposta do Planalto e do Congresso acentuam isso. Governo e aliados batem cabeça, e ninguém se entende.  

Uma coisa é certa, no entanto. A causa dos caminhoneiros é popular – a redução do preço dos combustíveis. O presidente. Entre um e outro, a população, mesmo castigada por desabastecimento e ameaça de colapso nas cidades, parece já ter escolhido um lado. Os próximos dias serão cruciais para os sete meses que ainda restam a Temer.
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