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Proposta retira proteção integral de ilhas brasileiras

Com as novas delimitações, São Pedro e São Paulo, na costa pernambucana, e Trindade e Martim Vaz, na costa capixaba, perderiam a proteção de suas áreas mais sensíveis e de maior biodiversidade

16:51 | 14/03/2018
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Cientistas e ambientalistas que lutam pela criação das Unidades de Conservação marinhas de São Pedro e São Paulo, na costa pernambucana, e Trindade e Martim Vaz, na costa capixaba, criticam uma proposta recentemente divulgada pela Marinha Brasileira. O projeto define novos limites das áreas protegidas ambientalmente, que excluiriam a proteção da parte mais sensível e de maior biodiversidade, as ilhas e as águas mais rasas. 

A proposta apresentada até então pelo Ministério do Meio Ambiente englobava a proteção de área total de 887.040 km² do arquipélago de São Pedro e São Paulo (PE), e da cadeia de Montes Submarinos Vitória-Trindade e Arquipélagos de Trindade/Martim Vaz (ES). Seriam criadas uma Área de Proteção Ambiental (APA), permitindo uso sustentável dos recursos, de 40 milhões de hectares cada. As ilhas dos arquipélagos estariam dentro da categoria Monumento Natural (MONA), que é de proteção integral, ou seja, que não permite o uso direto dos recursos. O Monumento Natural de Trindade e Martim Vaz somaria 6 milhões de hectares e o de São Pedro e São Paulo, 4 milhões. Não foi considerado que a parte mais sensível poderia ficar do lado de fora da proteção.

Ambientalistas que encabeçam a campanha “É Hora do Mar” não concordaram com a proposta. “Para os objetivos da biodiversidade, esse mapa não funcionaria e seria um desrespeito a toda mobilização feita até o momento”, disse Angela Kuczach, diretora executiva da Rede Nacional Pró Unidades de Conservação e uma das lideranças do movimento “É Hora do Mar” ao blog ecológico O Eco. 

Em nota, a assessoria da Marinha informou que "os traçados dos referidos mapas apresentados resultam de um acordo entre o Ministério do Meio Ambiente e a Marinha do Brasil, com o propósito de conciliação da preservação de Soberania e Defesa Nacional e da biodiversidade". 
 
Redação O POVO Online 
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