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Brasil

Munição usada no assassinato da vereadora Marielle é de lotes vendidos à Polícia Federal

Os lotes de munições usados pelos assassinos, aponta a investigação, foram vendidos à PF de Brasília pela empresa CBC no dia 29 de dezembro de 2006

14:03 | 16/03/2018
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Perícia realizada pela Divisão de Homicídios aponta que a munição usada pelos criminosos que assassinaram a vereadora Marielle Franco (Psol) e o motorista Anderson Pedro Gomes com pistola calibre 9mm é de lotes vendidos para a Polícia Federal de Brasília, em 2006. Conforme a perícia, o lote de munição UZZ-18 é original, o que implica dizer que ela não foi recarregada. A informação é do portal G1.

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Os lotes de munições usados pelos assassinos, aponta a investigação, foram vendidos à PF de Brasília pela empresa CBC no dia 29 de dezembro de 2006, com notas fiscais número 220-821 e 220-822.

A próxima etapa de investigação será um trabalho conjunto de rastreamento, feito pela Polícia Civl e Polícia Federal. A PF, inclusive, instaurou inquérito para investigar a origem das munições e o contexto em que as cápsulas foram achadas no local do crime.

Após essa informação vir à tona, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, voltou atrás e afirmou que não vai mais pedir a federalização da investigação dos assassinatos. 

[SAIBAMAIS]

Outra interrogação reside no carro usado para a ação criminosa. O carro original foi encontrado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os agentes, entretanto, ainda buscam o carro clonado.

O crime

Momentos antes de morrer, Marielle coordenou o debate "Jovens Negras Movendo Estruturas", promovido pela sua legenda na Casa das Pretas, no Centro do Rio. De acordo com a investigação, um carro com placa de Nova Iguaçu já estava parado na porta do local quando a vereadora chegou e estacionou. Neste momento, um homem saiu do carro e falou ao celular.

Após duas horas, encerrado o debate, Marielle foi embora no carro com uma assessora e o motorista. O veículo estacionado também saiu, piscou o farol e seguiu o carro de Marielle. No meio do caminho, aponta a investigação, um segundo veículo entrou na perseguição. As imagens não foram divulgadas pela polícia.

Em nova perícia, foi constatado que 13 disparos atingiram o veículo em que Marielle estava, sendo nove na lataria e quatro no vidro.

Redação O POVO Online