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Ilha da Queimada Grande é segundo local com maior concentração de cobras do mundo

Espécie de jararaca existe apenas na ilha brasileira

11:38 | 26/02/2018
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A 35 km do litoral de São Paulo, a ilha da Queimada Grande é um local isolado de visitantes e que tem população quase exclusiva de cobras. Os animais vivem livremente e são de uma espécie que só existe nesta ilha. A jararaca-ilhoas é um tipo de cobra que surgiu devido à separação da ilha do continente paulista, há mais de 11 mil anos. Com o passar do tempo, a ilha sofreu diversas queimadas e hoje é considerada uma Área de Proteção Ambiental (APA).

Apesar de não existir população de humanos na ilha, a espécie de cobras corre perigo de extinção devido à biopirataria. Além disso, a prática de queimadas na ilha é comum entre pescadores que querem desembarcar no local. Em 1911, quando a espécie nova foi descoberta, queimadas já eram realizadas na região devido a pessoas que tinham medo das cobras e queriam acabar com a população delas. A ilha só está atrás da Ilha de Shedao, na China, em quantidade de cobras por hectares.

Segundo a BBC, estudos feitos na área indicam que as queimadas aconteciam desde a época do descobrimento de São Paulo, por Martim Afonso de Souza. Ele e sua tripulação caçaram diversos animais, entre mergulhões e fragatas, e ao sair da ilha decidiram atear fogo no local para afastar a má sorte.

A Bothrops insularis se alimenta majoritariamente de pássaros e tem várias diferenças das jararacas que vivem fora da ilha. Ela desenvolveu em seus anos de isolamento uma cauda preênsil, é mais leve e seu veneno é mais eficaz em aves. Além disso, a espécie não põe ovos. Ela gesta 10 filhotes em épocas quentes do ano.

 

Redação O POVO Online

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