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Ministro Edson Fachin vota contra restringir doação de sangue por homens gays

A votação foi adiada para a próxima quarta-feira

23:05 | 19/10/2017
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, criticou a restrição a homossexuais doarem sangue. Nesta quinta-feira, 19, as normas da Anvisa e do Ministério da Saúde que autorizam os hemocentros a rejeitar doações de homens gays sexualmente ativos foram colocadas em votação.

Atualmente, eles só podem doar sangue se estiverem há 12 meses sem relações sexuais com outros homens. As normas atuais consideram os homens gays sexualmente ativos um grupo de risco com altos índices de transmissão de vírus como o HIV, hepatite B e C.

A votação que está na pauta do STF desta quinta pede a suspensão imediata dessas regras. A proposta apresentada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) em 2016 argumenta que as atuais normas discriminam os candidatos por sua orientação sexual.

Fachin votou contra a norma atual e afirmou que considerar "estabelecimento de grupos e não de condutas de risco" como discriminação, além de ser uma conduta contrária aos princípios dos direitos humanos.

Após o voto do ministro, a sessão foi suspensa e só deve ser retomada na próxima quarta-feira, 25. Com a nova proposta, os homens gays ficam sujeitos as mesmas restrições impostas a todos os outros doadores, como o número de parceiros. 

Redação O POVO Online

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