PUBLICIDADE
Notícias

Cresce mortalidade infantil e suicídio entre povos indígenas

No decorrer do ano passado, 106 índios se mataram

20:10 | 06/10/2017
NULL
NULL

[FOTO1]

A mortalidade infantil entre povos indígenas cresceu 18,5% no Brasil e os sucídios aumentaram 18%. Os percentuais são comparados aos dois últimos anos, 2015 e 2016, e integram o relatório anual de violência contra os índios, publicado nessa quinta-feira, 5, em Brasília, pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), associado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). As informações são da Folha de S. Paulo.

No decorrer do ano passado, 106 índios se suicidaram. Na região do Alto Rio Solimões, esse número aumentou, saindo de 13 casos em 2015, para 30 no ano de 2016. Uma recente pesquisa do Ministério da Saúde revelou que a taxa de suicídio entre indígenas, de 15,2 para cada grupo de 100 mil habitantes, registrada no período de 2011 a 2015, é aproximadamente o triplo da taxa registrada entre os não indígenas, de 5,9 para 100 mil habitantes.

O relatório aponta que o número de assassinatos saltou de 54, em 2015, para 56 em 2016. No Maranhão, o número de casos, que era três, passou para 11. Já no Mato Grosso do Sul, houve 15 assassinatos. Um grupo paramilitar, no ano passado, atacou guaranis que estavam acampados em Caarapó (MS), matando um índio, identificado como Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza. No ataque, foram feridos outros seis, incluindo uma criança de 12 anos.

735 crianças indígenas de até cinco anos morreram no ano passado por doenças variadas. Em 2015, foram 599. Nesse ponto, no ano passado, concentrou mais casos a etnia ianomâmi, contabilizando 103 mortes.

O dom Leonardo Steiner, em entrevista coletiva, afirmou que todos os anos o relatório é apresentado e a violência continua. Para ele, essa violência tem que acabar, visto que os índios são os primeiros habitantes do país e ajudam a conservar a cultura brasileira.

O coordenador do relatório e da regional sul do Cimi, Roberto Lieggott, afirmou que o governo da ex-presidente Dilma Rousseff caracterizou-se pela omissão, pois se calava contra o avanço da ofensiva contra direitos indígenas. 

 

Redação O POVO Online

TAGS