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Líder LGBT do Paraná pede aposentadoria por "doença gay"

Toni Reis faz protesto contra decisão da Justiça Federal

13:49 | 19/09/2017
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Após decisão da Justiça Federal de Brasília que abre a possibilidade da homossexualidade ser tratada como doença por psicólogos, o diretor executivo do Grupo de Dignidade e líder ativista Toni Reis lançou nesta segunda-feira, 18, um requerimento para sua aposentadoria por invalidez, no Paraná. "Espero que o pedido seja deferido pela Justiça, afinal eu sou gay há 53 anos e trabalhei mesmo doente durante todos esses anos. Quero aposentadoria retroativa. Quero a primeira aposentadoria por doença gay", ironiza Reis, em entrevista ao Bem Paraná.

O líder do Grupo Dignidade usa esse pedido como protesto e pretende abrir precedente no INSS, mesmo que, segundo ele, o pagamento do benefício da aposentadoria para todos os homossexuais que fizerem o requerimento possa "quebrar de vez a Previdência Social", e sugere ainda que impostos sejam cobrados de igrejas que promovem a "cura gay".

Toni Reis critica no documento a nova decisão da Justiça também porque ela vai contra os pareceres do Conselho Federal de Psicologia e as resoluções da Organização Mundial da Saúde (OMS) que dizem que homossexualidade não está na lista oficial de doenças mentais.

Repercussão

Artistas e políticos também se manisfestaram contra a decisão da Justiça nas suas redes sociais contra a liberação da terapia de "reversão sexual, dentre eles Anitta, Preta Gil e Jean Wyllys.

Redação O POVO Online

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