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Brasil
Delação

Após pedido de prisão, Joesley e Saud podem se entregar a polícia

Prisão é temporária, com prazo de cinco dias, mas que podem ser prorrogadas ou se transformar em preventiva

11:59 | 10/09/2017

(Foto: AFP)
A Polícia Federal e a Procuradoria-Gerala da República (PGR) receberam uma sinalização de que Joesley e Ricardo Saud, da JBS, podem se entregar a polícia, após o pedido de prisão pelo ministro Edson Fachin, atendendo ao pedido do procurador-geral Rodrigo Janot. As informações são da Folha de São Paulo.

Os advogados dos delatores da JBS indicaram aos investigadores, conforme apuração da Folha, que, quando notificados oficialmente, os seus clientes estão dispostos a comparecer à Polícia Federal, em Brasília ou em São Paulo. Assim, evitariam uma operação policial em suas residências. A prisão é temporária, com prazo de cinco dias, mas que pode ser prorrogada ou se transformar em preventiva.

Fachin negou estender a medida ao ex-procurador Marcelo Miller. Os pedidos de prisão foram feitos por Janot na sexta-feira, 8. Na última segunda-feira, 4, Janot anunciou a abertura de investigação para apurar possíveis irregularidades nas negociações da colaboração firmada com o Ministério Público.

O centro da crise é uma gravação datada de 17 de março deste ano, em que Joesley e Saud indicam possível atuação de Miller no acordo de delação quando ainda era procurador. Ele deixou o cargo no dia 5 de abril. O áudio foi entregue pelos delatores no dia 31 de agosto.

Para a equipe de Janot, houve patente descumprimento de dois pontos de uma cláusula do acordo de delação que tratam de omissão e má-fé, o que justificaria rever os benefícios.

Joesley, Saud e Miller prestaram depoimento entre quinta, 7, e sexta-feira, 8. Janot não se convenceu dos argumentos. Para o ministro, há fortes indícios de que Miller participou da elaboração do acordo de colaboração.

 

Redação O POVO Online