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Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro nega liberdade a Rafael Braga

Militantes dos direitos humanos entendem que o caso Rafael Braga representa a desigualdade no tratamento dado a negros e pobres pela Justiça
15:34 | Ago. 08, 2017
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A 1° Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa de Rafael Braga, 28, catador de material reciclável preso por ter sido encontrado com 0,6g de maconha e 9,3g de cocaína no Complexo de Favelas da Penha, na zona norte do Rio. Condenado a 11 anos e três meses de prisão, ele nega todas as acusações e afirma que o material foi plantado pelos policiais responsáveis pelo flagrante.

Nas manifestações de junho de 2013, Braga foi acusado de portar objeto explosivo por estar com uma garrafa de desinfetante. Ele foi condenado a 5 anos de prisão, mas recebeu o direito de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. No entanto, voltou a ser detido, desta vez, por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

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Movimentos sociais, ativistas, intelectuais e artistas brasileiros, como os rappers Emicida e Criolo, integram uma campanha pela liberdade de Rafael Braga. Militantes dos direitos humanos entendem que o caso representa a desigualdade no tratamento dado a negros e pobres pela Justiça.

A prisão de Rafael voltou a ganhar fôlego depois de Breno Borges, filho da presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), desembargadora Tânia Freitas, detido com 130 kg de drogas e munições, ter tido a permissão de trocar a prisão por um tratamento para síndrome de bordeline - também chamada de transtorno de personalidade limitrófe - numa clínica.  

 

Redação O POVO Online

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