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Julgamento de Elize Matsunaga deverá se estender até domingo

O assassinato aconteceu em 2012 quando Marcos e Elize ainda eram casados, o caso recebeu muita notoriedade na mídia e chamou atenção do público

18:05 | 01/12/2016

O julgamento de Elize Matsunaga entrou no seu quarto dia nesta quinta-feira, 1º,, ela é acusada de matar e esquartejar o marido e herdeiro do grupo Yoki, Marcos Matsunaga, em maio de 2012. Desde a segunda-feira, 28, testemunhas de acusação e de defesa estão sendo ouvidas no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

 


Previsto inicialmente para durar quatro dias, o julgamento deverá ser estendido até domingo, 4, devido os detalhes dos depoimentos e a quantidade de testemunhas que estão sendo ouvidas, em média, três a quatro por dia. Até esta quinta-feira foram ouvidas dez testemunhas: as duas babás, o detetive, o delegado, o irmão e uma prima da vítima, um funcionário da empresa Yoki, um investigador e dois peritos criminais.



O depoimento do delegado do caso afirmou que quem cometeu o crime tinha conhecimento sobre anatomia humana e que começou a suspeitar da esposa da vítima quando soube que Elize era enfermeira. No início do dia, ainda restavam nove pessoas a serem ouvidas, dentre elas uma tia de Elize, a empregada do casal e dois advogados. No quarto dia de julgamento atenção deverá ser para as testemunhas consideradas mais técnicas, como os dois médicos legistas e os dois peritos que analisaram o local do crime e o corpo da vítima.



Algumas questões polêmicas ainda não foram respondidas, como se Marcos ainda estava vivo quando Elize começou a esquarteja-lo, se o crime foi premeditado, e a distância em que ela atirou na cabeça da vítima. A motivação para o crime também ainda não está estabelecida, a defesa afirma que Marcos tinha uma amante, que planejava pedir o divórcio e que ele a humilhava por ela ser garota de programa quando se conheceram. Já a acusação afirma que ele era um pai e marido exemplar e carinhoso com a família.



Durante todo o julgamento, Elize permaneceu de cabeça baixa ouvindo todos os depoimentos e quando conversava com seus advogados o fazia de forma discreta. Chegou a chorar em dois momentos, primeiro quando o caso estava sendo apresentado e depois quando os peritos interrogados mostraram as imagens do corpo de Marcos esquartejado.



Elize será a ultima a testemunhar e apesar de ser ré confessa do crime, ela terá o direito de permanecer em silêncio e não responder as perguntas da acusação. Ela é acusada de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe e sem dar chances de defesa a vítima, além de ocultação e destruição de cadáver. O julgamento irá definir o tempo de pena que ela deverá cumprir.



O Crime

O assassinato aconteceu em 19 de maio de 2012 quando Marcos e Elize eram casados. Na época ele tinha 42 e ela 30 anos. O crime teria acontecido após uma discussão do casal, em que ele a teria agredido após ela flagrar uma traição dele.


Após atirar na cabeça de Marcos, Elize esquartejou o corpo, colocou em sacos de lixo e jogou as partes em terrenos baldios. Dois dias depois a família do empresário denunciou o desaparecimento da vítima que só foi encontrada duas semanas após o crime.

 

Elize confessou o assassinato e foi presa. A filha do casal está atualmente com 5 anos e, por decisão da Justiça, está sob a guarda dos avós paternos.

 

 

Redação O Povo Online
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