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Corpo de Ferreira Gullar é velado no prédio da Biblioteca Nacional e na ABL

Escritor morreu na manhã deste domingo, aos 86 anos, vítima de uma pneumonia. Enterro será realizado no Cemitério São João Batista, em Botafogo

15:54 | 04/12/2016
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[FOTO1]O corpo do poeta, escritor e teatrólogo Ferreira Gullar, vítima de uma pneumonia, está sendo velado no saguão da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro,desde às 17h (horário de Brasília) deste domingo, 4. O velório continuará no prédio da Academia Brasileira de Letras (ABL), para onde será transportado, às 9h desta segunda-feira, 5. 
 
De lá, o corpo será levado, às 15h, para o enterro no mausoléu da ABL, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio. Professor e presidente da ABL, Domício Proença Filho declarou luto de três dias e determinou que a bandeira da Academia seja hasteada a meio mastro.  
 
"Imortal" 
 
Nascido José Ribamar Ferreira, em 10 de setembro de 1930, o escritor é natural de São Luís, no Maranhão. Um dos onze filhos de Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart, integrou a luta política revolucionária e se voltou contra a ditadura militar, o que o levou a ser processado e preso. Em sua fuga do País, passou por Moscou, Santiago, Lima e Buenos Aires.  
 
Autor de obras célebres como Poema Sujo - poema de quase 100 páginas escrito durante o exílio em Buenos Aires -, se tornou imortal na Academia Brasileira de Letras, onde ocupava a cadeira número 37, desde outubro de 2014.
 
Ganhou por três vezes o Prêmio Jabuti, com o livro de crônicas Resmungos, em 2007; com o de poemas independentes Muitas Vozes, em 2000; e com o livro de poemas Em alguma parte alguma, em 2011. Em 2010, foi agraciado com o Prêmio Camões, o mais importante prêmio literário dos países de língua portuguesa.
  
Um dos maiores autores do século 20, Ferreira Gullar morreu aos 86 anos, após 20 dias internado no hospital Copa D'Or, no bairro de Copacabana. Ele deixa dois filhos, Luciana e Paulo, oito netos, e sua atual companheira, Cláudia.  
 
Redação O POVO Online 
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