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Setembro Amarelo: conheça mitos e verdades sobre o suicídio

O POVO Online selecionou 10 mitos sobre a temática que podem salvar vidas; confira

21:00 | 06/09/2016
Duas mãos se encontrando para fazer alusão de ajuda ao próximo
Duas mãos se encontrando para fazer alusão de ajuda ao próximo

[FOTO1] O Brasil é o oitavo país com o maior número de suicídios. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 32 brasileiros morrem diariamente vítimas de suicídio. Os dados são ainda mais alarmantes em relação aos jovens. O suicídio mata mais pessoas entre 15 e 29 anos do que o HIV em todo o mundo.


O comportamento suicida envolve fatores sociais, psicológicos e outros que podem ser combatidos. Por isso, setembro foi escolhido pela Associação Brasileira de Psiquiatria, em parceria com o Conselho Federal de Medicina, o mês de combate ao suicídio com a campanha Setembro Amarelo.

[SAIBAMAIS]Ao todo, 800 mil pessoas cometem suicídio todos os anos. Dados da OMS indicam que para cada concretização do ato, houve 20 tentativas frustradas. Para combatê-lo de maneira efetiva é importante que a sociedade tenha conhecimento sobre a temática.

Neste mês de prevenção ao suicídio, O POVO Online leva à você informações que podem ajudar no processo de combate ao ato, com matérias que esclarecem e desmitificam as causas do suicídio. Leia abaixo os mitos e verdades, de acordo com a OMS.

MITOS COMUNS SOBRE COMPORTAMENTOS
SUICIDAS

Mito1: as pessoas que falam sobre o suicídio não farão mal a si
próprias, pois querem apenas chamar a atenção. Isto é FALSO!

Todas as ameaças de se fazer mal, devem ser levadas muito a sério.


Mito 2: o suicídio é sempre impulsivo e acontece sem aviso. FALSO!

Morrer pelas suas próprias mãos pode parecer ter sido
impulsivo, mas o suicídio pode ter sido ponderado durante algum
tempo. Muitos indivíduos suicidas comunicam algum tipo de
mensagem verbal ou comportamental sobre as suas ideações da
intenção de se fazerem mal.


Mito 3: os indivíduos suicidas querem mesmo morrer ou estão
decididos a matar-se. FALSO.
A maioria das pessoas que se sentem suicidas partilham os seus pensamentos com pelo menos uma outra pessoa, ou ligam para uma linha telefónica de
emergência ou para um médico, o que constitui prova de
ambivalência, e não de empenhamento em se matar.


Mito 4: quando um indivíduo mostra sinais de melhoria ou
sobrevive a uma tentativa de suicídio, está fora de perigo. FALSO!
Na verdade, um dos períodos mais perigosos é imediatamente depois da crise, ou quando a pessoa está no hospital, na sequência de uma tentativa. A semana que se segue à alta do hospital é um período durante o qual a pessoa está
particularmente fragilizada e em perigo de se fazer mal. Como um
preditor do comportamento futuro é o comportamento passado, a
pessoa suicida muitas vezes continua em risco.


Mito 5:
o suicídio é sempre hereditário. FALSO!
Nem todos os suicídios podem ser associados à hereditariedade e estudos
conclusivos são limitados. Uma história familiar de suicídio, no
entanto, é um factor de risco importante para o comportamento
suicida, particularmente em famílias onde a depressão é comum.


Mito 6:
os indivíduos que tentam ou cometem suicídio têm
sempre alguma perturbação mental. FALSO!

Os comportamentos suicidas têm sido associados à depressão, abuso de substâncias, esquizofrenia e outras perturbações mentais, além de aos
comportamentos destrutivos e agressivos. No entanto, esta
associação não deve ser sobrestimada. A proporção relativa
destas perturbações varia de lugar para lugar e há casos em que
nenhuma perturbação mental foi detectada.


Mito 7: se um conselheiro falar com um cliente sobre suicídio, o
conselheiro está a dar a ideia de suicídio à pessoa. FALSO!
Um conselheiro obviamente não causa comportamento suicida
simplesmente por perguntar aos clientes se estão a considerar
fazer-se mal. Na verdade, reconhecer que o estado emocional do
indivíduo é real, e tentar normalizar a situação induzida pelo stress
são componentes necessários para a redução da ideação
suicida.


Mito 8: o suicídio só acontece “àqueles outros tipos de pessoas,”
não a nós. FALSO!
O suicídio acontece a todos os tipos de pessoas e encontra-se em todos os tipos de sistemas sociais e de famílias.


Mito 9:
após uma pessoa tentar cometer suicídio uma vez, nunca
voltará a tentar novamente. FALSO!

Na verdade, as tentativas de suicídio são um preditor crucial do suicídio
Mito 10: as crianças não cometem suicídio dado que não
entendem que a morte é final e são cognitivamente incapazes de
se empenhar num ato suicida. FALSO!
Embora seja raro, as crianças cometem suicídio e, qualquer gesto, em
qualquer idade, deve ser levado muito seriamente.

As informações sobre os mitos da temática foram extraídas da cartilha de Prevenção do Suicídio da OMS. Você poder ler esssas e outras informações através do link:  http://www.who.int/mental_health/media/counsellors_portuguese.pdf

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