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Natal sofre onda de violência após governo bloquear celulares em penitenciária; veja vídeo

O Exército e a Marinha vão ajudar na atuação da segurança pública com 1.200 militares até o dia 16 de agosto

17:26 | 01/08/2016
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Com 65 ataques registrados na capital e no interior, Rio Grande do Norte vive um momento de tensão e violência desde a última terça-feira, 29. A causa apontada é instalação de bloqueadores de celular da Penitenciária de Parnamirim, segundo o Governo.

Em uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, 1º, Ronaldo Lundgren, secretário de Segurança Pública e Defesa Social do RN, fez uma declaração sobre os fatos. "Na minha concepção, o que estamos vivendo são atos de terrorismo sim. Esses atos visam amedrontar toda a população e acuar as autoridades. Essas pessoas não querem obter lucro econômico, mas sim amedrontar. Não é um grupo terrorista, mas são pessoas que estão fazendo atos de terror. Essa é minha visão, mas depende da interpretação da autoridade policial", disse o secretário.

Em reunião com representantes do Exército Brasileiro nesta segunda-feira, a Cúpula de Segurança Pública do Rio Grande do Norte discutiu o apoio das forças armadas para enfrentar os ataques. "São passos que já estão previstos pelo Governo. Teremos o apoio de 1.200 militares. Parte é daqui, mas alguns virão da Paraíba e Pernambuco", disse Ronaldo Lundgren sobre a ajuda do Exército e da Marinha. "O ciclo vicioso vai ser quebrado no momento em que o Estado dificultar a comunicação entre presos e homens soltos", acrescenta Lundgren.

Ataques

Os criminosos começaram os ataques de vandalismo na última sexta-feira, 29, com incêndios em transportes públicos. Segundo Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa foram verificados 65 ocorrências ao todo, sendo 35 incêndios e 17 tentativas de incêndios, seis disparos contra prédios públicos e proximidades, três envolvendo artefatos explosivos e três depredações. Dos veículos incendiados, 26 são ônibus e micro-ônibus.

Os atentados ocorreram em 21 cidades: Natal, Parnamirim, Macaíba, São José de Mipibu, Caicó, Currais Novos, Caiçara do Norte, Santa Cruz, Mossoró, João Câmara, Jardim de Piranhas, Assu, Tangará, São Gonçalo do Amarante, Touros, Maxaranguape, São Paulo do Potengi, Goianinha, Florânia, São José de Campestre e Canguaretama.
A Sesed apresentou na tarde desta segunda-feira,1, o balanço da ações policiais – um total de 61 pessoas detidas em todo o Estado.
População assustada

Em entrevista ao O POVO Online, o universitário Miguel Arrais, que mora na Capital, contou como as pessoas estão reagindo à onda de violência instaurada no Estado. “Está todo mundo assustado, evitando andar nas ruas depois das 18 horas, ônibus nem pensar”.

O universitário, que mora no bairro Nova Descoberta e trabalha no bairro da Candelária, relatou que os ataques se concentram mais em uma parte da cidade. “Eles têm preferência pelos trechos mais movimentados, onde têm mais trânsito e mais transportes coletivos”.

Miguel explica a rotina que teve que adotar por precaução. “Como não estou pegando ônibus, ando a pé ou de carona. Hoje está mais tranquilo, até ontem não se falava em outra coisa, todo mundo assustado e preocupado”.

O militar Roberto Paiva, morador do bairro Alecrim, contou sobre a situação. “As escolas estão sem aulas, um caos total, teve ataque em ponto turístico. A gente quer que isso passe o mais rápido possível”, conta em entrevista ao O POVO Online.

Procurada pelo O POVO, a assesoria de imprensa do Governo e o comandante da Polícia Militar informaram que não estão fazendo declarações além das que foram dadas em coletiva de imprensa. O representante da Polícia Militar, o coronel Arthur, acrescentou dizendo que estão agindo de forma efetiva com o apoio da Marinha e do Exército e que já foram transferidos alguns presos e líderes de facções.

O O POVO Online teve acesso a um vídeo que está circulando através do Whatsapp em que mostra um carro com uma pessoa ferida em Natal.

Veja vídeo:

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