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Moradores incendeiam ônibus em protesto contra derrubada de favela no Rio

A ação de desocupação retirou algumas estruturas de madeira que já estavam montadas no local, junto ao muro do Aeroporto Internacional Tom Jobim

18:24 | 28/06/2016
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O surgimento de uma nova favela na Estrada do Galeão, altura da Avenida Vinte de Janeiro, na Ilha do Governador, foi impedido nesta terça-feira, 28, por servidores da Secretaria de Ordem Pública (Seop), da prefeitura do Rio, com auxílio da Guarda Municipal e apoio da Polícia Militar.

A ação de desocupação retirou algumas estruturas de madeira que já estavam montadas no local, junto ao muro do Aeroporto Internacional Tom Jobim. De acordo com a Seop, a demarcação da área com estrutura de madeira não era legalizada e a ação foi realizada com a finalidade de criar uma nova favela nas proximidades do aeroporto.

Em protesto contra a ação de desocupação, moradores da comunidade Vila Joaniza, que fica ao lado, atearam fogo a um ônibus urbano na Estrada do Galeão. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando chegou o ônibus já estava totalmente destruído.

Tráfego

Com isso, o tráfego ficou complicado no acesso à Linha Vermelha, que liga a Baixada Fluminense à Ilha do Governador. Depois de duas horas com retenção no tráfego na Estrada do Galeão, o ônibus foi rebocado pela prefeitura do Rio e retirado da pista para liberar a passagem de veículos.

 

 

A situação está normalizada na região, mas homens da tropa de Choque do Batalhão da Polícia Militar, com apoio da Guarda Municipal, permanecem no local para garantir a mobilidade e segurança dos motoristas.

Ônibus incendiados

Em nota, a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) manifestou repúdio a mais um ataque a ônibus na tarde desta terça-feira (28), na Ilha do Governador.

O incêndio em um veículo da linha 323 (Bananal-Castelo) ocorreu na Estrada do Galeão, no trecho próximo à Estrada das Canárias, por volta das 14h. Somente este ano, 27 ônibus foram destruídos em atos criminosos no município do Rio, com custo de reposição superior a R$ 10 milhões.

Agência Brasil
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