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Daniel Lobo, ator que fez Pedrinho em "O Sítio do Picapau Amarelo", morre aos 43 anos

Atualmente, ele estava se dedicando ao teatro e atuava e dirigia o espetáculo "Nise da Silveira - Guerreira da Paz"

17:50 | 25/03/2016
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O ator Daniel Lobo, o terceiro e último a interpretar o personagem Pedrinho na primeira versão para televisão do ''Sítio do Picapau Amarelo'', morreu aos 43 anos, na noite da última quinta-feira, 24, em decorrência de um tumor. O velório dele ocorre nesta sexta-feira, 25, em Tubarão, no sul de Santa Catarina.

Daniel era casado com a regente de coral Flávia Sebold, com quem planejava ter um filho ainda em 2016. Segundo a mulher, os sintomas começaram a aparecer há apenas cinco semanas.

''Hoje uma parte de mim se foi. Daniel Lobo, meu primeiro namorado, meu esposo, meu homem, meu amor. Não sei como dizer a falta que você me faz. Você foi um guerreiro. Lutou bravamente nestas últimas semanas. Lutou bravamente hoje. (...) Te amo para sempre", escreveu Flávia em uma rede social.

Daniel interpretou Pedrinho na versão do ''Sítio do Picapau Amarelo'' de 1986. Atualmente, ele estava se dedicando ao teatro e atuava e dirigia o espetáculo "Nise da Silveira – Guerreira da Paz", que narrava a história da psiquiatra alagoana discípula de Carl G.Jung.
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O ator foi sepultado em uma cerimônia às 16h no Cemitério municipal de São Ludgero. Flávia disse, em entrevista ao G1 Santa Catarina, que o ator consultou vários médicos que identificaram alterações nos exames de sangue.

Em uma viagem para apresentar a peça "Nise da Silveira - Guerreira da Paz" em São Paulo, Daniel passou mal gravemente e procurou um hospital. Ele chegou a ficar internado por uma semana e retornou a Florianópolis, onde morava com a mulher.

“A cirurgia a que foi submetido é a mais complexa do aparelho digestivo e ele respondeu muito bem ao procedimento. Na quarta-feira, estava bem, conversou comigo, mas nesta quinta, às 9h, entrou em choque séptico. A equipe médica me informou que ele podia não sobreviver. Pedi para conversar com ele. Disse: ‘Você é o amor da minha vida, você não pode partir, vai ser o pai dos nossos filhos', foi impressionante, a pressão dele, que estava em zero, passou para 12 por 7. Ele foi um guerreiro, lutou até o fim”, contou Flávia.

Redação O POVO Online
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