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Pai explica fantasia de filho vestido como macaco Abu em Carnaval

''Neste contexto do filme, do personagem, não é uma ofensa ele ser o Abu. É óbvio que, em outro contexto, é grotesco. Esse aprendizado vai vir diariamente com o Mateus"

20:36 | 09/02/2016
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A foto de uma família fantasiada como os personagens de Aladdin causou polêmica nas redes sociais neste Carnaval. A caracterização de um menino negro como o macaco Abu fez a família ser acusada de racismo e, por isso, o pai da criança se manifestou.

Fernando, Cíntia e o filho Mateus desfilaram no bloco do Batiza, no último domingo, 7, em Belo Horizonte. "Ele [Aladdin] não tem filho, tem um melhor amigo. Está sempre com ele, ajuda a conquistar o que quer. E a figura do filho está representada no amor, que é um macaco. Partiu do principio de representar uma família”, justificou o pai, que é produtor cultural.

Segundo o pai, a foto postada no Instagram foi alvo de muitas denúncias de racismo e injúria social. "Jamais, em hipótese nenhuma, foi racismo. É surreal pensarem que foi intencional ou que foi nossa vontade expor o Mateus desta maneira”, explicou ele ao G1 BH.

Fernando contou ainda que muitos foliões confundiram Mateus com o próprio Aladdin, pois ele usava um quepe e um colete como o do personagem. “Eu acho que eu parti de um idealismo e eu tenho que ser mais realista. Neste contexto do filme, do personagem, não é uma ofensa ele ser o Abu. É óbvio que, em outro contexto, é grotesco. Esse aprendizado vai vir diariamente com o Mateus”, defendeu.

Apesar da repercussão negativa, o pai disse que espera que a foto ''traga frutos positivos de uma discussão aberta’’. “Eu sou adulto e ele é uma criança. Ele vai gostar de qualquer personagem. Fica uma alerta. Vou aprender todos os dias, vamos ter ainda muito preconceito”, refletiu.
[FOTO2]
Na segunda-feira, 8, a família desfilou em outro bloco, em que Mateus foi caracterizado de Pequeno Príncipe.

Redação O POVO Online
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