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Alunas promovem abaixo-assinado após colégio proibir uso de short curto

As jovens dizem que foram "obrigadas a comprar uma calça" e "sofrer em silêncio com o calor do verão"

17:40 | 05/02/2016

Alunas do Colégio Rio Branco, em São Paulo, acusam a direção da escola de proibi-las de usarem shorts sob a justificativa de atraírem olhares masculinos. O grupo criou um abaixo-assinado na internet para protestar contra a decisão. Intitulado “Liberdade aos Shortinhos”, o abaixo-assinado já tem cerca de 800 assinaturas.

As estudantes afirmam foram “obrigadas a comprar uma calça” e “sofrer em silêncio com o calor do verão”. Em entrevista à colunista Monica Bergamo, da Folha de São Paulo, a diretora do colégio, Esther Carvalho, disse que as alunas estão usando bermudas que fazem parte do uniforme escolar com número menor para ficarem mais curtas.

"Falamos: 'Gente, os shorts estão curtos demais'. Elas não querem usar bermuda do tamanho correto porque falam que é brega", rebateu a diretora. "São duas coisas importantes: uma é código de vestimenta e contexto, outra é uma discussão mais complexa, sobre preconceito, tolerância, feminismo, machismo", completou Esther.

A diretora ressaltou ainda que a acusação de que as alunas não têm condição de uma comprar uma calça não é válida: “A maioria da população do colégio é abastada. Não é essa a questão" comenta ainda em entrevista à Folha de São Paulo.

No abaixo-assinado, as estudantes querem “reivindicar direitos de liberdade de escolha e expressão, para conseguir acabar com as restrições direcionadas somente às mulheres”, diz o texto das jovens.

 

Redação O POVO Online

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