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Operadoras de TV por assinatura declaram "guerra" à Netflix

A queda no número de adesões está diretamente ligada ao sucesso da "operadora virtual"

19:06 | 25/01/2016

As operadoras de TV por assinatura estão buscando formas de atacar o sucesso da Netflix no Brasil. Foi o que informou uma reportagem da UOL. Conforme o levantamento, as “TV pagas”, perderam quase 1 milhão de assinaturas desde 2014.

A queda no número de adesões está diretamente ligada ao sucesso da “operadora virtual”, que por outro lado, não para de ganhar adeptos. Como tentativa de barrar o crescimento da Netflix, as operadoras estariam unidas em uma espécie de “megalobby” em Brasília com base em quatro objetivos.

Segundo a reportagem, o primeiro deles é fazer com que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) cobre da Netflix o o pagamento da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) – um tributo em torno de R$ 3 mil por cada filme disponibilizado. Unida à ideia, as empresas querem que os Estados passem a cobrar Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) das assinturas, o que desencaderia a mensalidade da Netflix.

Além disso, as operadoras estudam formas de sobretaxar internautas (ou a Netflix) que usam a rede para acessar a locadora, sob a justificativa de que o streaming consome muita banda larga. Há ainda uma – mais efetiva, que é fazer com que o Governo obrigue a Netflix a ter pelo menos 20% de conteúdo nacional dentro do seu catálogo. Caso a porcentagem passa a valer, a quantidade de material “enlatado” tende a diminuir.

Números

De acordo com a reportagem, em dezembro de 2014 havia quase 20 milhões de assinantes de TV por assinatura no País, mas o número diminuiu para quase 19 milhões em dezembro do ano passado. Os pacotes das “TV’s pagas” custam entre R$ 70 e mais de R$ 300, enquanto a Netflix trabalha com dois planos, um de R$ 19,90 e outro de R$ 29,90.

Em alta no mercado cinematográfico, a empresa Netflix anunciou no início deste mês, que estenderá o seu serviço para mais de 190 países.

                                                                                     Redação O POVO Online

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