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Testemunha afirma que avô de Isabella Nardoni tem ligação com o crime

Segundo uma funcionária do sistema penitenciário de São Paulo, Antônio Nardoni teria orientado o casal a simular um acidente

09:01 | 08/12/2014
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Uma mulher que trabalha no sistema penitenciário de São Paulo afirma ter novas informações sobre a morte de Isabella Nardoni, de 5 anos, assassinada em março de 2008.

 Em entrevista ao Fantástico, veiculada no último domingo, 7, ela diz ter ouvido de Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella, que o avô paterno da menina, Antônio Nardoni, orientou o casal a simular um acidente, já que  Anna Carolina e Alexandre Nardoni, pai de Isabella, pensavam que a menina estava morta antes de ser jogada da janela do  5º andar.

 “Falou para o sogro que matou a menina e ele falou: ‘simula um acidente. Senão, vocês vão ser presos’. Aí, tiveram a ideia de jogar a menina pela janela. Que o Alexandre só jogou a filha porque acreditava que ela estivesse morta e que ele entrou em choque depois que jogou. Desceu, e a menina estava viva”, disse a testemunha.

 Ainda segundo a funcionária, Anna Jatobá assumiu ter batido em Isabella e o marido Alexandre jogou a própria filha pela janela.

 “Falou que ela bateu na menina porque a menina não parava de encher o saco. Que a menina estava enchendo muito o saco. Que não era para ser tão grave. Pensou que matou, pensou que a menina estivesse morta.”, afirma a funcionária.

[SAIBAMAIS3]Ouvido pelo Fantástico, o avô de Isabella, Antônio Nardoni, nega qualquer envolvimento no crime.

 "Eu tenho minha consciência tranquila. Eu nunca faria isso. Quando ela ligou, disse que a Isabella tinha caído. Mas eu achei que a Isabella tinha caído no apartamento. A gente nunca imagina uma coisa dessas.", afirmou o avô paterno de Isabella em entrevista por telefone.

 Ainda segundo a mulher, Anna Jatobá não denunciou o sogro pois ele seria o responsável por sustentar toda a família.

 “Com certeza, é pelo silêncio dela. Ela recebe muita coisa de fora. Coisas que outras presas não recebem. Vários tipos de queijos, brincos. O colchão que ela dorme é especial. Foi presente do seu Nardoni para ela. Porque estava dando problema na coluna dela o colchão da penitenciária”, disse.

 O depoimento da testemunha será analisado nesta semana por uma promotora do Fórum de Santana, onde tramita o caso. Em seguida, os policiais devem ouvir o casal Nardoni. O advogado do casal, Roberto Podval, disse que tomará "todas as medidas judiciais cabíveis" contra a testemunha.

O crime

 Segundo os promotores do caso, Isabella Nardoni foi asfixiada em 29 de março de 2008 pela madrasta Anna Carolina Jatobá e depois jogada pela janela do 5º andar pelo pai, Alexandre Nardoni. O casal vivia em um prédio na Zona norte de São Paulo. Em 2010, Anna Jatobá foi condenada a 26 anos de cadeia e Alexandre, a 31 anos de prisão.

 

Redação O POVO Online

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