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Fernando Henrique afirma que o valor de sua aposentadoria da USP é ''razoável''

O valor está acima do limite constitucional paulista. O ex presidente é considerado um dos 1.972 investidores da instituição que ganham mais que o teto de R$ 20.662,00

14:58 | 25/11/2014

O ex-presidente da República Fernado Henrique Cardoso, afirmou na última segunda-feira, 24, durante um seminário na USP que o valor que recebe da Universidade São Paulo, como aposentadoria, não é alta.

FHC disse que considera “razoável” a aposentadoria que recebe (valor de R$ 22,1 mil). O valor está acima do limite constitucional paulista. O ex presidente é considerado um dos 1.972 investidores da instituição que ganham mais que o teto de R$ 20.662,00.

“Todo mundo reclama de salário e acha que é baixo. O meu é razoável”, disse o ex-presidente que ganha como professor catedrático da instituição, aposentado em 1968, com 37 anos durante a ditadura militar.

Durante o evento, FHC disse que não recebia acima do teto. No entanto, no portal de transparência da USP, seu salário é de R$ 22.150,94.

“Comparando com o que se ganha no setor privado, o valor significa muito, porque a aposentadoria do INSS é muito baixa e não a remunaração da USP que é alta”, disse. FHC, revelou ainda que não recebe aposentadoria como ex-presidente e nem como parlamentar.

Para o ex-presidente, os valores na folha salarial da USP não é um problema. “A diferença nos salários é em função do passado. Decisões judiciais criam uma certa disparidade”, afirmou FHC, que também deu aulas em universidades dos Estados Unidos, da França e do Chile.

Para Fernando Henrique, a definição do salário dos professores deve seguir um critério meritocrático. “Quanto mais critérios objetivos, melhor. Nos Estados Unidos, os salários variam em função da produtividade. O importante é ter algum critério de meritocracia. A universidade, automaticamente, tem. Para chegar a ser professor titular, você deve ter tese de mestrado, tese de doutoramento, tese de livre-docência e tese de cátedra”, concluiu.

 

Redação O POVO Online

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