PUBLICIDADE
Notícias

Hugo Carvana marcou comédias brasileiras com o ''malandro carioca''

''Carvana tem uma assinatura, o que é uma coisa rara no cinema brasileiro", rassaltou o cienasta cearense Zelito Viana

15:24 | 04/10/2014
NULL
NULL

O ator e diretor Hugo Carvana morreu neste sábado, 4, mas deixou sua marca na televisão e cinema brasileiros. Iniciando na atuação em 1955, ele dirigiu comédias premiadas e retratou a persona do “típico malandro carioca”. Torcedor do Fluminense, ele se disfarçava de vendedor de balas para entrar no estádio.

“Se o cinema brasileiro tem um rosto, ele deve ser certamente muito parecido com o de Hugo Carvana. Carvana é um desses atores que marca um filme, um estilo, uma época de cinema", define o diretor Cacá Dieguis. Esse jeito único de fazer comédia de Carvana já despontava na infância, passada na Zona Norte carioca, entre os bairros Catumbi, Rio Comprido e Tijuca.

Filho da costureira Alice Carvana de Castro e do comandante da Marinha Mercante Clóvis Heloy de Hollanda, não renegou a origem simples mesmo depois da fama. Foi casado com a jornalista Martha Alencar, com quem teve Pedro, Maria Clara, Júlio, e Rita. Em 1996 descobriu um câncer no pulmão, que foi curado em junho de 1997. Dentro os prêmios, estão o Kikito de Ouro de melhor ator, no Festival de Gramado (1991), Troféu Candango de Melhor Ator no Festival de Brasília (1991), Kikito de Ouro de melhor roteiro, no Festival de Gramado (1983)e Kikito de Ouro de melhor filme(1973).

%2b Personalidades lamentam a morte de Hugo Carvana

Segundo o site oficial, o ator foi "figura obrigatória nas mesas dos bares da noite carioca, cultivou amizade com grandes nomes da boemia e das artes – Roniquito, Ary Barroso, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, foram alguns". O último longa dirigido, “Casa da Mãe Joana 2” (2012), trouxe a história de três amigos em busca de uma herança, que passam a viver situações hilárias numa casa assombrada:
[VIDEO2]
“Vai Trabalhar Vagabundo” (1973), o primeiro sob sua direção, retrata o malandro Dino, que sai da prisão depois de longo tempo e utiliza seu talento de trambiqueiro para conseguir dinheiro:

[VIDEO1] 

Frases <br>"Ele (Carvana) é uma criação essencialmente cinematográfica. Ele não teve um criador. Ele se criou vendo filmes" - Valério de Andradre.

"É um artista brasileiro em bela e afetiva sintonia com seu povo, seu jeito de ser, sua linguagem e sua cultura..." - João Ubaldo Ribeiro, O Globo

"Um carioca típico que incorpora a riqueza da cultura de seu lugar..." - Nelson Hoineff, site Críticos.

"É o Dom Quixote da alegria driblando os moinhos com picardia e talento" - Denise Bandeira.

“Dá para se reconstituir uma história do cinema brasileiro através dos filmes que o Hugo Carvana participou" - Gustavo Dahl

“O Carvana tem uma assinatura, o que é uma coisa rara no cinema brasileiro" - Zelito Viana.

Site oficial <br>Toda a filmografia de Carvana está disponível no link.

Redação O POVO Online

TAGS