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Evento performático ''Xereca Satânik'' é alvo de investigações

Festa do curso de Produção Cultural teria tido apresentação de pessoas nuas e costura da vagina de uma mulher. Fonte informa que atividade foi encenação e alunos não sofreram agressão

22:33 | 30/05/2014
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Atualização - 3/6/2014: Festa "Xereca Satânik" ganha ato de apoio nesta quarta

Uma confraternização do Seminário Corpo e Resistência, batizado de “Xerexa Satânik” realizado na última quarta-feira, 28, será alvo de investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro. A denúncia foi encaminhada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), onde foi realizado o evento do curso de Produção Cultural da instituição em Rio das Ostras.


Segundo a universidade, o evento começou como uma performance, mas ao final várias pessoas ficaram nuas e uma mulher teria tido a vagina costurada por outra. Uma comissão da faculdade ainda vai avaliar fotos e informações de alguns alunos nas redes sociais. “A administração central da UFF só vai se posicionar depois que a comissão apurar os fatos”, informou a assessoria.

No facebook, 354 pessoas confirmaram presença para o “Xereca Satânik- A festa”, que conforme a descrição, é uma “Festa de Confraternização do Seminário Corpo e Resistência e 2º Seminário de Investigação e Criação do Grupo de Pesquisas Cultura e Cidade”. AS atividades do eventos também são descritas, incluindo “Pegação, fetiches, evoébaco, destruição, paganismo, bruxaria, baphos, funk, rock, travessuras e travestir, fofuras, paz e amor”, dentre outros.

Uma conversa entre os organizadores informava que as fotos do evento foram retiradas após denúncia. Em outra atualização, uma usuária identificada como “Jokasta Bom Peixoto” se posiciona contra as denúncias do Ministério Público, Conselho Universitário da UFF e Prefeitura de Rio das Ostras. “Todos os dias nos costuram com linhas invisíveis de machismo, de moralismo, de valores conservadores. Nossa xereca é profana, nosso corpo é uma expressão efêmera de nós mesmo”, defende.

Em entrevista ao jornal O GLOBO, uma fonte que não se identificou disse que a atividade foi apenas performática e que as pessoas nuas eram de um grupo de teatro mineiro, de Juiz de Fora. A fonte ainda afirma que alunos da UFF não se despiram ou sofreram agressão, mas alguns podem ter se sentido ofendidos com as cenas fortes. Ainda segundo o entrevistado, nenhum aluno foi obrigado a participar da “encenação” ou violentado.

Redação O POVO Online

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