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Teorias conspiratórias sobre a morte do cinegrafista da Band invadem internet

17:54 | 14/02/2014
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Você acredita que Caio Silva de Souza foi o responsável por acender o rojão que matou o cinegrafista da rede Bandeirantes de televisão, Santiago Andrade, durante manifestação no Rio de Janeiro, na última quinta-feira, 6? Uma série de teorias conspiratórias vêm circulando na internet, como a de que Caio, de 22 anos, teria levado a culpa por estar na manifestação usando a mesma roupa da pessoa que teria de fato colocado o artefato aceso no chão.

Na última terça-feira, 11, páginas das redes sociais e blogs compartilharam a imagem de um homem, vestindo camisa cinza e calça jeans (como as roupas de Caio), que seria apontado como o verdadeiro culpado pela explosão. Dois dias depois, por meio de uma postagem no Facebook, Tomaz Cesario Alvim Martinelli se identificou como sendo a pessoa que aparece na imagem e desabafou, dizendo que usaram a sua imagem de forma incorreta.

Com o título de "Virei Bandido !?!?!", o jovem confirmou na postagem que participou da manifestação. Mas disse que, no momento da imagem (ao lado de policiais militares próximo à Central do Brasil), estava pedindo à polícia que parasse de atirar bombas de gás lacrimogêneo nas pessoas que ajudavam o cinegrafista atingido pelo artefato.

"Isso não parece ter importância nenhuma para a mídia e para muitas pessoas que publicaram e comentaram as fotos em que eu apareço.Tal que pautam o seu discurso conservador em construir e legitimar um palco onde a violência, a falta de ética e a discriminação fazem parte. E que, infelizmente, acaba encontrando ressonância na maioria da população. Mas o que mais me incomoda é esse circo que se montou, em que no centro do picadeiro se apresenta o trágico incidente do cinegrafista da Band Santiago Andrade, em que eu aparentemente fui arrastado quando divulgaram fotos minhas com legendas bizarras e sem sentido. Me parece que as pessoas não se importam mais com o que de fato aconteceu no protesto e sim em pegar o culpado pelo incidente, botá-lo em praça pública e prendê-lo com uma trava de bicicleta a um poste" questionou Tomaz no Facebook.

Outro post na internet, intitulado “10 passos de uma história que não deve nada ao carro explodido pela ditadura no Riocentro”, levanta questões sobre Fábio Raposo, o primeiro a ser preso pelo disparo do rojão. Ele alegou ter apenas entregue o artefato a Caio. Então, foi ele ou Caio a pessoa que acendeu o rojão?

Entretanto, o perito Nelson Massini examinou as imagens da manifestação e concluiu que foi mesmo Caio o autor do disparo. Para ele, vários elementos permitem a identificação de Caio: uma pulseira, um relógio o tipo de calça e o tênis. Massini também analisou as imagem de Tomaz, e complementou que o sapato é de cor diferente, além dele não ter a camisa manchada de suor, a pele mais clara e não usar relógio.

O CASO

Na madrugada da última quarta-feira, 12, Caio Silva de Souza, 22 anos, foi preso em Feira de Santana, na Bahia, por policiais da Delegacia de São Cristóvão, que investiga o caso. Segundo a Polícia, ele estava indo ao Ceará para ficar na casa do avô. Em entrevista exclusiva à TV Globo, Caio admitiu que acendeu o rojão, mas disse que não sabia que o objeto era um rojão. Achou que se tratava de um "cabeção de nego". Ele disse que não tinha um alvo específico. “Eu fiquei com medo de me matarem a verdade é essa”, respondeu Caio quando perguntado por que não se entregou.

 

Redação O POVO Online, com informações da Agência Brasil

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