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Dono de fusca incendiado em manifestação ganha Brasília amarela

O doador ressaltou que seu ato foi uma forma de mostrar que a violência é desnecessária em manifestações e protestos

09:55 | 20/02/2014
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Itamar dos Santos de 54 anos, que teve o seu fusca destruído durante uma manifestação em janeiro, ganhou nesta semana uma brasília amarela, de 1980.

De acordo com informações do Estadão, o carro foi doado por um empresário de Curitiba. Apesar da idade há informações de que o carro está em perfeito estado de conservação.

“A Brasília realmente está um brinco. Estofado impecável, funilaria sem um arranhão e o motor nos trinques - resultado de uma revisão mecânica realizada antes da doação. O serralheiro diz que ficou impressionado com o ato. Fiquei muito feliz, foi uma coisa de coração. Era um carro que o dono não vendia por nada.” disse o serralheiro em entrevista ao site.
O doador

Conhecido como Magrão, o doador comprou a Brasília em 2009. Atualmente o carro estava sem utilidade sendo apenas um objeto de colecionador. "Acho que o carro vai ser útil, mas a parte emocional é difícil aliviar", diz o empresário, ressaltando que seu ato foi uma forma de mostrar que a violência é desnecessária.

O incêndio no fusca

Ainda de acordo com o Estado de São Paulo, Itamar voltava da igreja no dia 25 de janeiro quando, ao passar pela manifestação contra a Copa do Mundo, um colchão em chamas ficou preso na roda e o fogo se alastrou. Ele e outras quatro pessoas - entre elas uma criança de 5 anos - foram retirados do veículo em chamas.

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A carcaça do Fusca 1975 ficou totalmente destruída. Itamar ficou sem o carro que usava com a família e também no trabalho.

Após o episódio, manifestantes e ativistas insistiram que o Fusca foi incendiado acidentalmente. Surgiu pela internet uma corrente para ajudar o serralheiro e tentar compensar o prejuízo. Vários depósitos bancários foram feitos diretamente na conta de Itamar, somando cerca de R$ 7 mil. Uma vaquinha online já arrecadou R$ 6,7 mil - os organizadores pretendem comprar outro carro. "Eles queriam mostrar que não é todo mundo igual, e não é mesmo", disse Itamar.

 Redação O POVO Online

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