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NOTÍCIA

Solidariedade expulsa vereador que "articulou motim" em Sobral

Segundo nota assinada pelos comandos nacional e regional do partido, a conduta do vereador foi "inadmissível" e a decisão tem caráter "irrevogável"

Carlos Mazza
13:36 | 21/02/2020
Sargento Ailton (a direita) foi acusado de articular motim de PMs que terminou em conflito com Cid Gomes
Sargento Ailton (a direita) foi acusado de articular motim de PMs que terminou em conflito com Cid Gomes (Foto: Wellington Macedo/Divulgação)

Em nota assinada pelos presidentes nacional e regional do partido, o Solidariedade expulsou nesta sexta-feira, 21, o vereador Sargento Ailton, acusado de ter articulado motim de policiais em Sobral que terminou em confronto com o senador licenciado Cid Gomes (PDT) na última quarta-feira, 19.

“Essa decisão, tomada em conjunto com o deputado federal e presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), e o presidente estadual do partido, deputado federal Genecias Noronha (CE), vem mostrar que não compactuamos com ações que violentem e agridem a democracia”, diz a nota. Ailton é conhecido como liderança da PM e do presidente Jair Bolsonaro em Sobral.

Segundo o documento, a conduta do vereador foi “inadmissível” e a decisão tem caráter “irrevogável”. Continuaremos trabalhando para que a paz volte a reinar no Ceará e reiteramos que não admitimos que um de nossos militantes participe desse tipo de balbúrdia que atinge diretamente a população”, afirma.

O Solidariedade reafirma ainda manter “sólidas bases democráticas e não permitir que seus filiados tomem frente de ações que podem prejudicar a população”. Segundo a nota, é “inadmissível que um membro de nosso partido participe de ações que obriguem comerciantes a fecharem suas portas e que acabe com um senador da República baleado”.

Veja íntegra da nota do Solidariedade:

A direção nacional do Solidariedade, junto do diretório estadual do partido no Ceará, vêm a público anunciar a expulsão do vereador Sargento Ailton do partido. O parlamentar foi flagrado como um dos líderes do motim de policiais que causaram o confronto e baleou o senador Cid Gomes.

Essa decisão, tomada em conjunto com o deputado federal e presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, e o presidente estadual do partido, deputado federal Genecias Noronha, vem mostrar que não compactuamos com ações que violentem e agridem a democracia.

O Solidariedade mantem sólidas bases democráticas e não permite que seus filiados tomem frente de ações que podem prejudicar a população. É inadmissível que um membro de nosso partido participe de ações que obriguem comerciantes fecharem suas portas e que acabe em um senador da República baleado.

Reiteramos que nosso compromisso sempre foi com a paz e o progresso do Brasil. O Solidariedade não aceita esse desvio de conduta e aplicou a sanção devida, tendo como base a gravidade da infração.

Nós não trabalhamos com militância do terror que causam a depredação do patrimônio de pessoas e não podemos aceitar que policiais e agentes públicos, encapuzados e armados como milicianos, levem o terrorismo às ruas.

Hoje vemos em diversos estados essas milícias que agem como bandidos e criam suas próprias leis. A população fica perdida sem saber quem são os marginais nesta crescente onda de violência promovida por agentes públicos fora da lei.

A decisão é de caráter irrevogável. Continuaremos trabalhando para que a paz volte a reinar no Ceará e reiteramos que não admitimos que um de nossos militantes participe desse tipo de balbúrdia que atinge diretamente a população.

Paulinho da Força
Presidente Nacional do Solidariedade e deputado federal
Genecias Noronha
Presidente do Solidariedade/CE e deputado federal