Mesmo sem classificação, Brasil faz história no esqui cross-country em Milão-Cortina 2026

Mesmo sem classificação, Brasil faz história no esqui cross-country em Milão-Cortina 2026

Manex Silva alcançou o melhor resultado brasileiro da história no esqui cross-country, enquanto Duda Ribera obteve a maior pontuação feminina do país em Jogos Olímpicos de Inverno

O Brasil deu o primeiro passo das Olimpíadas de Inverno Milão-Cortina 2026 nesta terça-feira, 10, com recordes batidos, ainda que diante de eliminações. No sprint live do esqui cross-country, Manex Silva alcançou o melhor resultado brasileiro na modalidade nos Jogos Invernais, enquanto Duda Ribera somou a melhor pontuação feminina brasileira na competição.  

Logo no início das disputas, Duda Ribera, Bruna Moura e Manex Silva foram para a pista com poucas expectativas, mas muita doação. Dentro dessa entrega, Manex ficou na 66ª colocação — o que o eliminou — com 3min25s48, mas o resultado foi o suficiente para que o brasileiro superasse a melhor marca brasileira, que antes pertencia a Jaqueline Mourão, que havia ficado na 66ª posição nos Jogos de Vancouver de 2010

Na saída da prova, o brasileiro comemorou a marca histórica e salientou ter dado tudo de si na pista. "Eu estava sonhando com um resultado assim. Tinha expectativas altas, mas estou feliz porque eu acho que eu fiz uma boa corrida. Dei o meu melhor e acho que não poderia ter ido melhor do que isso. Estou muito feliz em ter feito o melhor resultado da história do Brasil em provas individuais da modalidade e eu acho que ainda dá para melhorar, então nos próximos anos eu vou tentar ir melhorando esse resultado para chegar perto dos melhores", frisou ele.

Além dele, o outro recorde batido, por Duda Ribera, foi na pontuação somada. Após fazer um percurso de 1,5 quilômetro em 4min17s05, a brasileira ficou na 72ª colocação, mas somou 226.67 pontos, chegando na maior pontuação brasileira em Jogos Olímpicos entre mulheres. A outra brasileira, Bruna Moura, ficou ainda na 74ª posição ao realizar a prova em 4min22s07, somando 254.53 pontos.

Apesar de não bater o recorde, Bruna Moura também contou sua história de superação ao ter ficado na 74ª colocação. Ela esteve fora dos Jogos de Inverno Pequim de 2022 após sofrer um grave acidente de carro a caminho da competição. Mesmo após ficar dois meses sem andar, a brasileira conseguiu se recuperar a ponto de competir e salientou a felicidade por poder cruzar a linha de chegada em Milão-Cortina 2026.

"Eu estou muito, muito feliz. E a hora que eu vi a linha de chegada depois da última descida, ali, para mim, já significou tudo. Eu sei que ainda tem mais duas provas pela frente, mas esta aqui já foi a prova da minha vida. Agora eu posso oficialmente dizer: atleta olímpica. Eu tô muito feliz", celebrou a brasileira.

Mesmo com os resultados históricos, nenhum dos três competidores conseguiu a classificação, que só encaminha para a próxima fase os 30 primeiros atletas.

Nesta quarta-feira, 11, o Brasil vai em busca de classificação no snowboard halfpipe masculino. Os representantes brasileiros são os atletas Pat Burgener — que possui chances distantes de conquista de medalha — e Augustinho Teixeira.

Experiente, Burgener disputou dois Jogos Olímpicos de Inverno pela Suíça antes de passar a representar o Brasil, terminando na quinta colocação em Pyeongchang-2018 e em 11º lugar em Pequim-2022. Ao longo da carreira, conquistou nove medalhas em Copas do Mundo e dois bronzes em Campeonatos Mundiais.

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