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Pela primeira vez, Brasil fica sem medalha no vôlei de praia; atleta cobra investimentos no esporte

Alison, da dupla com Álvaro, cobrou investimentos do País no esporte: "O mundo está investindo no vôlei de praia e nós, parados"
01:59 | Ago. 04, 2021
Autor - Agência Estado
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Depois de subir ao pódio em seis olimpíadas seguidas, desde que o vôlei de praia passou a fazer parte do programa olímpico, o Brasil vai passar em branco em Tóquio. Alison e Álvaro Filho perderam nesta terça-feira para Martins Plavins e Edgars Tocs, da Letônia, nas quartas de final disputada no Parque Shiozake, por 2 sets a 0, com parciais de 21/16 e 21/19, deixando o País sem representantes na competição.

Algozes de Evandro e Bruno Schmidt nas oitavas de final, os letões mais uma vez conseguiram se sobressair com a tática de não enfrentar os bloqueios. Aproveitaram, ainda, o nervosismo excessivo de Alison, dono de ouro e prata olímpico, que cometeu muitos erros nos ataques. O forte calor foi um adversário extra e bastante duro no confronto. Mais uma vez com sensação de 40 graus na quadra.

Após fazer história no feminino, garantindo sua dupla na semifinal, a Letônia repetiu a dose com os homens. Plavins e Tocs enfrentam os noruegueses Mol e Sorum por vaga na decisão. Já os brasileiros voltam para casa com sentimento que podiam ir além se tivessem um pouco mais de concentração, como eles mesmo definiram o motivo para a queda.

Se diante de Evandro e Bruno Schmidt os letões tiveram muita tranquilidade da decisão na rede desde o início, desta vez Alison foi logo parando um ataque e mostrando que a história poderia ser diferente. Ótimo bloqueio como cartão de visitas. Os brasileiros abriram dois pontos de vantagem até 6/4. Momento em que um ataque e erro de recepção de Álvaro proporcionaram o empate. Trocaram pontos até 9 a 9, momento em que Alison se impôs com ataque e bloqueio e novamente o Brasil abriu dois pontos: 11/9.

A vantagem para dar calma acabou rapidamente desaparecendo após pedido de tempo estratégico dos letões. Voltaram com a cabeça no lugar e viraram para 14 a 12 após dois erros de ataque de Alison. Depois de início muito bom, um momento delicado à dupla verde amarela. Sem acertar mais nada, viram a maior vantagem no set aparecer com 17 a 13.

O nervosismo na reta final acabou decisivo. Numa cortada para fora de Alison, os europeus comemoraram a vitória no primeiro set com 21 a 16. O saque não entrava e as largadas irritaram muito os brasileiros, sobretudo o camisa 1, responsável pelos bloqueios.

Jogando a sobrevida na partida, a dupla do Brasil equilibrou o começo do segundo set e trocava pontos, apesar da pouca vibração em quadra. Alison, ao virar as bolas, baixava a cabeça. Mostrava tristeza e cansaço. Os letões abriram 7 a 5.

Sem conseguir se acertar, os brasileiros chegaram a bater boca em um pedido de tempo. Necessitando ganhar o segundo set para levar a decisão ao tie-break, a dupla falhava acima do normal. Com 14 a 10 contra, os brasileiros já somavam 10 erros contra 3.

Um bloqueio de Alison diminuiu a vantagem para 17 a 16 e serviria para recolocar os brasileiros no set. Mas dois pontos seguidos dos europeus frustraram a boa recuperação. Alison salvou dois match points em bloqueios. Mas um toque na rede custou a derrota com 21 a 19.

"Fizemos um primeiro set igual, estávamos sempre na frente. Tivemos bola para abrir 12 a 9 e não conseguimos. Eles viraram para 14 a 12 e a gente não estava conseguindo se concentrar, errando muito. O sistema defensivo não funcionou e atrapalhou nos ataques", reclamou Alison.

Álvaro Filho, apesar de ser o mais vibrante na partida, optou por assumir os erros na eliminação. "Foi bacana nossa trajetória. Hoje não consegui ter tanta concentração no contra-ataque, saque e até no levantamento. Não consegui ajudar, mas a jornada é o que fica", disse, desolado.

Alison aproveitou o fato de o Brasil não ter mais representantes na disputa e pela primeira vez na história ficar fora do pódio, algo inédito para o vôlei de praia dono de 13 medalhas, para mandar um recado.

"As pessoas em casa vão olhar e ver que as duas duplas da Letônia estão nas semifinais e vão achar estranho. O mundo está investindo no vôlei de praia e nós, parados. Tem de melhorar, investir mais, a confederação olhar com bons olhos. Esperar um Ricardo e Emanuel, um Alisson e Emanuel não dá", desabafou Alison, que deixou o futuro em aberto da dupla e também se disputará outros Jogos.

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Fadinha chora ao ver colega britânica de 13 anos conquistar o bronze em Tóquio

06:24 | Ago. 04, 2021
Autor Gazeta Esportiva
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Rayssa Leal, a Fadinha, emocionou-se a assistir à colega de esporte Sky Brown, de apenas 13 anos, conquistar a medalha de bronze na final do skate park feminino nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Em vídeo publicado em seu Instagram, a brasileira medalhista de prata no skate street não segurou as lágrimas ao ver Sky fazer uma excelente última volta e garantir a medalha de prata. As atletas são amigas e têm a mesma idade.

Rayssa também mandou um recado para as brasileiras Dora Varella, Yndiara Asp e Isadora Pacheco, que estiveram na disputa do skate park nesta quarta-feira. Dora e Yndiara avançaram à final da modalidade, porém não chegaram ao pódio, enquanto Isadora não passou das qualificatórias.

"Isa, Yndi e Dora, estou aqui para parabenizar vocês do fundo do meu coração. Vocês andaram para caramba, representaram muito bem o nosso Brasil. Tamo junto (sic), amo vocês, estou com saudade", disse Fadinha.

"Terminamos o skate park feminino, foi super irado de assistir. Fiquei super emocionada, as brasileiras quebraram e arriscaram. Só quem está lá sabe qual é a pressão de estar ali, de ser uma das últimas a descer e precisar de uma manobra para finalizar e ter uma nota certinha", finalizou a medalhista em Tóquio.

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Brasil fica sem medalhas no skate park em Tóquio 2020

Jogos Olímpicos
00:59 | Ago. 04, 2021
Autor Wanderson Trindade
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As brasileiras Dora Varella e Yndiara Asp voaram na disputa da final do skate park, realizado no começo da madrugada desta quarta-feira, 4, nos Jogos de Tóquio 2020. Apesar disso, o Brasil não conseguiu nenhuma medalha na modalidade nas Olimpíadas do Japão.

Ambas representantes do País fizeram notas muito abaixo das rivais e foram eliminadas.

O pódio foi formado por:

1º - Sakura Yosuzumi (JAP)

2º - Kokona Hiraki (JAP)

3º - Sky Brown (GBR)

Está última, com apenas 13 anos se tornou a atleta mais jovem da história da Grã Bretanha a disputar e a conquistar uma medalha pelo seu país.

 

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Encerramento das Olimpíadas de Tóquio: quando e como será final dos Jogos

Encerramento Olimpíadas
00:33 | Ago. 04, 2021
Autor O Povo
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Em uma edição que já é considerada histórica apenas pelo fato de ter sido possível ser realizada após o adiamento de um ano por causa da pandemia, os Jogos Olímpicos de Tóquio estão próximos de chegar ao fim. Assim como aconteceu na abertura, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e as autoridades do Japão também irão encerrar as Olimpíadas com uma grande cerimônia que acontece neste domingo, 8 de agosto (08/08), a partir das 8 horas (horário de Brasília). Confira como assistir ao vivo e mais informações ao final do texto.

Com o lema “Mundos que compartilhamos”, a cerimônia de encerramento vai abordar a união, a diversidade e a inclusão à medida que os Jogos Paraolímpicos se aproximam. Porém, uma das mensagens principais, de acordo com o site oficial das Olimpíadas de Tóquio, será a de que, mesmo com a pandemia e a distância, continuamos unidos compartilhando emoções, momentos e alegrias, como um momento de reflexão para o futuro.

Em sua 32ª edição, a Olimpiada de Tóquio recebeu cerca de 11 mil atletas, de pelo menos 204 países, divididos entre 33 esportes. Se o evento fosse realizado em um período normal, sem as restrições da pandemia, a estimativa do COI e do Comitê Organizador do Japão era de receber até cinco milhões de pessoas de todo o mundo, nos 43 locais de disputas.

Quando será o encerramento das Olimpíadas de Tóquio?

Neste domingo, 8 de agosto (08/08), a partir das 8 horas (horário de Brasília) 

Onde será o encerramento das Olimpíadas?

Estádio Olímpico de Tóquio, o mesmo local da abertura 

Como vai funcionar a cerimônia de encerramento?

Com apresentações de bailarinos e o tradicional desfile das delegações, o Comitê Olímpico Internacional e figuras políticas do Japão irão agradecer a colaboração de todos durante a realização do evento. Para finalizar, o Japão vai passar a responsabilidade para Paris, a próxima sede dos Jogos Olímpicos em 2024.

Onde assistir ao vivo ao encerramento das Olimpíadas?

TV Globo: na TV aberta

Bandsports e SporTV: para clientes das operadoras de TV a cabo compatíveis 

Globoplay: para assinantes do serviço on-line de streaming 

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Além do ouro, dia 11 teve bronzes e garantias de medalhas brasileiras

Resumo do dia
00:30 | Ago. 04, 2021
Autor André Bloc
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Além do bicampeonato de Martine Grael e Kahena Kunze na vela, o Brasil terminou o dia 11 da Olimpíada de Tóquio-2020 com outros dois bronzes e a garantia de mais três medalhas.

Alison dos Santos, o Piu, terminou a prova dos 400 metros com barreira em 46s72, a dois centésimos do recorde mundial. Em qualquer outra Olimpíada, seria ouro. Nesta, foi bronze. A prata foi do norte-americano Rai Benjamin (46s17), que teria batido o recorde mundial com uma boa margem, não fosse o norueguês Karsten Warholm, que acabou alguns décimos antes e bateu a própria melhor marca, tornando-se a primeira pessoa a acabar a prova em menos de 46 segundos (45s94). 

O nível da prova foi tão alto, que Kyron McCaster, das Ilhas Virgens Britânicas, e Abderrahman Samba, do Catar, quarto e quinto colocados dos 400m com barreiras, teriam sido medalha de ouro na Rio-2016 com certa facilidade.

O segundo terceiro lugar foi com derrota. O baiano Abner perdeu por decisão dividida para o tetracampeão mundial amador, o cubano Julio de la Cruz e ficou pelo caminho na categoria peso meio-pesado (até 81kg) . No boxe, os dois eliminados na semifinal ficam com bronze.

Pelo mesmo motivo, a favorita Beatriz Ferreira, da categoria peso leve (até 60kg) tem pelo menos o bronze garantido. Ela derrotou a uzbeque Raykhona Kodirova nas quartas e encara a filandesa Mira Potkonen por vaga na decisão.

O outro bronze conquistado foi no salto com vara. Campeão na Rio-2016, Thiago Braz terminou a prova em terceiro, com 5m87. O ouro foi do recordista mundial Armand Duplantis, da Suécia, que saltou 6,02m, mas não conseguiu bater o recorde olímpico do brasileiro. A prata foi do norte-americano Chris Nilsen (5m97).

Por fim, o futebol masculino segue vivo na busca do bicampeonato olímpico. Após 0 a 0 no tempo regulamentar, a seleção sub-24 derrotou o México nos pênaltis por 4 a 1. Richarlison e cia vão agora encarar a Espanha na decisão. Com isso, pelo menos a prata está garantida. Será a terceira decisão olímpica consecutiva do futebol masculino.

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Brasil conquista o bicampeonato olímpico na vela com Martine Grael e Kahena Kunze

Classe 49er FX
00:30 | Ago. 04, 2021
Autor Agência Estado
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A dupla Martine Grael e Kahena Kunze conquistou o bicampeonato olímpico na classe 49er FX ao chegar na terceira posição na medal race, a regata decisiva, ontem. Elas fizeram uma ótima regata e ficaram à frente das suas principais adversárias por um lugar no pódio. A prata ficou com a Alemanha e o bronze com a Holanda.

Na disputa desta terça-feira, as brasileiras escolheram um caminho diferente das principais adversárias e a estratégia deu certo. Elas passaram na terceira posição na primeira e na segunda boia, atrás apenas do barco da Argentina e da Noruega, que não tinham chance de ouro. Passaram a terceira boia na mesma posição e depois foi só ultrapassar a linha de chegada para confirmar a medalha de ouro para o Brasil.

"Ainda não caiu a ficha. Foi uma semana muito difícil, um campeonato de recuperação. Pensamos que seria duro, mas não desistimos", salientaram as bicampeãs olímpicas, em entrevista à TV Globo.

A campanha da dupla brasileira nos Jogos de Tóquio foi de superação na raia de Enoshima. Na primeira regata, elas ficaram apenas na 15ª posição, a pior colocação que tiveram no Japão. Mas depois foram melhorando e se acostumando com a imprevisibilidade da baía, que oscila com ventos fortes e fracos e ainda sempre existe a possibilidade de chegada de tufão.

Em desvantagem na disputa, Martine e Kahena se recuperaram e no sábado de madrugada, nas duas últimas disputas antes da medal race, ficaram com um segundo lugar e um décimo lugar e empataram na liderança, já que as holandesas tiveram uma 11ª posição e uma 16ª, que acabou sendo o descarte delas.

No dia marcado para a medal race, na segunda-feira, as condições meteorológicas obrigaram os organizadores a cancelar as regatas do dia. Por causa da falta de ventos, a decisão da classe 49er FX foi adiada em um dia. "É normal isso acontecer. Nos Jogos do Rio isso ocorreu também. A gente dependo do vento para velejar", explicou Torben Grael, chefe da equipe de vela do Brasil — e pai de Martine.

Esta foi a 19º medalha da vela brasileira na história dos Jogos Olímpicos e a única conquistada pela modalidade até o momento em Tóquio. O esporte é o segundo que mais rendeu medalhas ao País em olimpíadas, atrás somente do judô, com 24.

Também é o nono pódio da família Grael, que tem em Torben, pai de Martine, o principal expoente. Ele disputou seis edições da Olimpíada e ganhou duas de ouro (Atlanta-1996 e Atenas-2004), uma de prata (Los Angeles-1984) e duas de bronze (Seul-1988 e Sydney-2000).

Já Lars Grael, tio da atleta, competiu em quatro Olimpíadas e tem duas medalhas de bronze no currículo (Seul-1988 e Atlanta-1996).

Outro integrante da família é Marco Grael, irmão de Martine e que está competindo em Tóquio na classe 49er, mas acabou na 16ª posição geral e não se classificou para a medal race.

Com o resultado, Martine e Kahena se juntam ao seleto grupo de agora 16 bicampeões olímpicos. Dentre esses, 9 conseguiram o feito de forma consecutiva: Adhemar Ferreira da Silva, ouro no salto triplo em 1952 e em 1956, e o sexteto Sheilla, Fabi, Fabiana, Paula Pequeno, Thaísa e Jaqueline, do vôlei em 2008 e 2012.

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