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Olimpíadas
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Ginasta mais velha a participar, Oksana Chusovitina disputa sua oitava Olimpíada aos 46 anos

Chusovitina participou dos seus primeiros Jogos Olímpicos em 1992 em Barcelona, cinco anos antes do nascimento da atual superestrela da ginástica, a americana Simone Biles

08:41 | 23/07/2021
A atleta amplia seu próprio recorde de ginasta mais velha a competir nas Olímpiadas (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
A atleta amplia seu próprio recorde de ginasta mais velha a competir nas Olímpiadas (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A uzbeque Oksana Chusovitina é um fenômeno de longevidade em um esporte geralmente dominado por adolescentes: aos 46 anos, ela vai disputar seus oitavos Jogos Olímpicos em Tóquio a partir de domingo, ampliando o próprio recorde como a ginasta mais velha da história dos Jogos.

Chusovitina participou dos seus primeiros Jogos em 1992 em Barcelona, cinco anos antes do nascimento da atual superestrela da ginástica, a americana Simone Biles. "Eu amo a ginástica. Eu digo a mim mesma: por que não treinar e competir enquanto ainda posso?" disse Oksana Chusovitina à AFP em 2020 para explicar sua incrível longevidade: "Se eu parasse, acho que me arrependeria muito".

Nascida em 19 de junho de 1975 em Boukhara, Chusovitina iniciou sua carreira na União Soviética, mas seus primeiros Jogos, em 1992, aconteceram sob as cores da equipe unificada das ex-repúblicas soviéticas quando a URSS estava em plena desintegração.

Em Barcelona, conquistou o ouro na competição geral por equipes, mas ainda teve que esperar 16 anos para conquistar a medalha olímpica individual, a prata no salto sobre o cavalo, sua especialidade. Foi em 2008, em Pequim sob a bandeira da Alemanha, onde se instalou em 2002 para que seu filho Alisher fosse tratado de leucemia.

Os Jogos de Tóquio serão os seus quintos com as cores do Uzbequistão, um país de 33 milhões de habitantes, onde a sua fama é tal que foi emitido um selo com a sua efígie. Depois de Tóquio-2020, ela promete parar, mas garante que vai continuar ligada ao seu esporte, pois deseja abrir uma academia de ginástica em Tashkent para ajudar as gerações mais novas.

Outro de seus objetivos é continuar na ginástica, mas no palco com um "espetáculo de teatro", e tendo como objetivo popularizar seu esporte no Uzbequistão, onde a luta livre ou o boxe ainda são os esportes mais difundidos. "Quero que as pessoas gostem de ginástica, vejam como é bonita", disse à AFP em 2020, acrescentando que "quando as pessoas virem como é lindo, correrão para matricular seus filhos em cursos de ginástica".

 

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