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Amanda Nunes domina Felicia Spencer, mantém cinturão e faz história no UFC 250

Leoa é a primeira atleta entre homens e mulheres a fazer defesas seguidas em duas categorias de peso diferentes. Ela é campeã do peso galo e manteve o título no peso pena

12:00 | 07/06/2020
Dominante a luta toda, Amanda Nunes venceu Felicia Spencer para manter o cinturão do peso-pena (Foto: Reprodução / Instagram)
Dominante a luta toda, Amanda Nunes venceu Felicia Spencer para manter o cinturão do peso-pena (Foto: Reprodução / Instagram)

Amanda Nunes provou na madrugada deste domingo, 7, que ser a melhor atleta brasileira do Ultimate Fighting Championship (UFC) já pesava pouco no currículo da baiana. Ontem, ela subiu ao cage para enfrentar a canadense Felicia Spencer na primeira defesa do cinturão do peso pena (até 66kg), que conquistara em dezembro de 2018, quando chocou ao mundo ao vencer a também brasileira Cris Cyborg. Com a vitória por decisão unânime na madrugada de Las Vegas, pelo UFC 250, a Leoa se tornou a primeira atleta do mundo a defender simultaneamente os cinturões de duas categorias diferentes de peso.

O título nunca pareceu ameaçado a trocar de mãos. Amanda Nunes dominou a rival, que até então só ostentava uma derrota na carreira — e justo para Cris Cyborg. A 11ª vitória consecutiva de Amanda Nunes veio por decisão unânime, após a Leoa vencer os cinco rounds segundo todos os três jurados — para dois deles, um dos períodos foi inclusive um 10-8. 

Amanda vinha de duas defesas de outro cinturão, o do peso galo (até 61kg), que conquistou ainda em 2016, diante de Miesha Tate. No ano passado foram duas lutas, vitória por nocaute técnico sobre Holly Holm em julho e sobre Germaine de Randamie por decisão unânime em dezembro. Faltava, porém, voltou ao peso pena para fazer história.

A brasileira não é a primeira pessoa com dois cinturões do UFC. Além dela, Randy Couture, B. J. Penn, Conor McGregor, Georges St-Pierre e Henry Cejudo chegaram a comemorar títulos em duas faixas de peso. Mas parte deles não conquistou os títulos simultaneamente, tendo trocado de faixa de peso durante a carreira, ou abriram mão de um cinturão para se manter em outra categoria. Amanda não, ela estendeu o domínio.

Com a vitória, o futuro da brasileira é incerto. Ela mesmo admite pensar, aos 31 anos, em aposentadoria do brutal esportes das lutas marciais mistas (MMA). Ela lidera o ranking peso-por-peso feminino e venceu a primeira e segunda colocadas do peso pena nas últimas duas defesas. São 24 lutas e 20 vitórias na carreira, só que o último revés, diante de Cat Zingano, foi ainda em setembro de 2014. Hoje, não parece haver ninguém no UFC capaz de fazer frente à Amanda Nunes — hoje, a única brasileira com (dois) cinturões da principal companhia de MMA do mundo. 

 

UFC 250

Card principal

Amanda Nunes venceu Felicia Spencer por decisão unânime (50-44, 50-44 e 50-45)
Cody Garbrandt venceu Raphael Assunção por nocaute aos 4m59s do R2
Aljamain Sterling venceu Cory Sandhagen por finalização a 1m28s do R1
Neil Magny venceu Anthony Rocco Martin por decisão unânime (30-27, 30-27 e 29-28)
Sean O'Malley venceu Eddie Wineland por nocaute a 1m54s do R1

Card preliminar

Alex Caceres venceu Chase Hooper por decisão unânime (triplo 30-27)
Ian Heinisch venceu Gerald Meerschaert por nocaute técnico a 1m14s do R1
Cody Stamann venceu Brian Kelleher por decisão unânime (triplo 30-27)
Maki Pitolo venceu Charles Byrd por nocaute técnico a 1m10s do R2
Alex Perez venceu Jussier Formiga por nocaute técnico aos 4m06s do R1
Devin Clark venceu Alonzo Menifield por decisão unânime (30-27, 29-28 e 29-28)
Herbert Burns venceu Evan Dunham por finalização a 1m20s do R1