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André Sá explica aposentadoria e se empolga com convite de Bellucci

Pouco depois da eliminação nas quartas de final da chave de duplas do Aberto do Brasil, André Sá concedeu coletiva de imprensa para falar mais detalhadamente sobre sua aposentadoria. O atual campeão do torneio havia assegurado que as disputas em São Paulo seriam as últimas de sua trajetória como tenista profissional e listou os motivos [?]

09:15 | 01/03/2018

Pouco depois da eliminação nas quartas de final da chave de duplas do Aberto do Brasil, André Sá concedeu coletiva de imprensa para falar mais detalhadamente sobre sua aposentadoria. O atual campeão do torneio havia assegurado que as disputas em São Paulo seriam as últimas de sua trajetória como tenista profissional e listou os motivos que o levaram a tomar a decisão que para muitos atletas é um verdadeiro bicho de sete cabeças.

?Decidi que já era o momento. Continuava gostando de viajar, do circuito, do ambiente, mas a competição não estava me satisfazendo, me fazendo feliz. Só estava feliz quando ganhava e ficava muito triste quando perdia. E o maior segredo de um atleta é conseguir manter o equilíbrio. Ficar mais tempo em casa com a família e a oportunidade com o [Thomaz] Bellucci pesaram muito. Vou continuar a fazer o que eu gosto, dentro de um mundo que eu conheço, que tenho experiência?, afirmou André Sá, tenista brasileiro que mais vezes disputou as Olimpíadas (Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016).

Agora, o mineiro de Belo Horizonte concentrará seus esforços na missão de ajudar Thomaz Bellucci a retomar o seu melhor tênis. Antes mesmo do anúncio de sua aposentadoria, André Sá já vinha trabalhando com o ex-número um do Brasil e assegurou que o convite recebido foi uma das melhores coisas que poderiam ter acontecido. Além da sua função como treinador, o medalhista de ouro dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em 1999, também atuará como consultor de relações com os jogadores da Federação Internacional de Tênis (ITF).

?Houve convites, mas em relação a ser treinador, não. Foi uma surpresa e realmente não estava na minha cabeça parar de jogar esse ano. Como todo mundo ainda achava que eu ia jogar, como não anunciei minha decisão para ninguém, foi diretamente com ele [Thomaz Bellucci]?, disse o agora ex-tenista, se referindo às tratativas sobre seu futuro no mundo do tênis.

?Das outras entidades tive convites, mas coisas que acho que não são relevantes falar agora, porque não aceitei. Só aceitei o da ITF. Faço o meio-campo entre a instituição e os jogadores, escuto a opinião deles e reporto à entidade?, completou.

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Ao contrário da maioria dos atletas de alto nível que optam por parar, André Sá não tomou a decisão por conta de limitações físicas. Aos 40 anos, o mineiro garante que poderia seguir atuando sem maiores problemas, porém, a oportunidade de seguir no circuito, ambiente que tanto gosta, sem o peso da competitividade, fez a diferença. O que resta agora são as lembranças dos intensos 20 anos em que viveu o sonho de ser um tenista profissional.

?Um momento muito especial para mim foi a primeira vez que joguei a chave principal de um Grand Slam. Foi em Wimbledon, em 1998. Isso foi marcante, porque era um sonho de criança. É claro que toda criança sonha em ser número um do mundo, vencer um Grand Slam, mas só de estar ali participando já era especial. A vitória contra os irmãos Murray nas Olimpíadas [Rio 2016] foi outro momento incrível. Sempre gostei do circuito, todos os momentos que estive perto dos jogadores foram sensacionais. Vou sentir muita falta do vestiário, do papo do vestiário?, finalizou.

Gazeta Esportiva

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