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Técnico do Independiente se demite por ameaças de torcida organizada

Campeão da Copa Sul-Americana com o Independiente, o técnico Ariel Holan tinha tudo para permanecer no comando dos Rojos no ano que vem. Devolvendo ao clube argentino o status de ?Rei de Copas?, o comandante, no entanto, anunciou que não permanecerá no cargo em 2018 através de uma extensa carta em que expõe riscos de [?]

12:30 | 20/12/2017

Campeão da Copa Sul-Americana com o Independiente, o técnico Ariel Holan tinha tudo para permanecer no comando dos Rojos no ano que vem. Devolvendo ao clube argentino o status de ?Rei de Copas?, o comandante, no entanto, anunciou que não permanecerá no cargo em 2018 através de uma extensa carta em que expõe riscos de segurança a si próprio e aos seus familiares.

Explica-se: há tempo Ariel Holan vem lidando com ameaças da barra brava, como são chamadas as torcidas organizadas na Argentina, do Independiente, que exige uma colaboração financeira do treinador para que possa arcar com alguns custos. As tentativas de extorsão teriam sido lideradas por Pablo Álvarez, conhecido também como Bebote.

O estopim para Ariel Holan decidir deixar o cargo de treinador do Independiente aconteceu em outubro, quando seu carro foi interceptado por um veículo e uma moto de torcedores ao deixar o centro de treinamento do clube. Pablo Álvarez saiu do automóvel e novamente ameaçou o comandante dos Diablos Rojos. Caso não aceitasse pagar 50 mil dólares, Holan não teria apoio, muito menos paz.

Se recusando a compactuar com a atitude dos ?hinchas?, Ariel Holan viu as bravatas de Álvarez se converterem em realidade. Mesmo conseguindo fazer o Independiente exibir um bom futebol e terminar a temporada com um título continental, o técnico seguiu tendo de lidar com ameaças aos seus familiares. Desta maneira, ele optou por anunciar nesta quarta-feira o fim de sua trajetória no clube de Avellaneda.

Confira o trecho do comunicado divulgado por Ariel Holan em que o treinador relata os problemas que o levaram a tomar tal decisão:

Paralelamente, indesejáveis situações extradesportivas aconteceram. Todas elas se tornaram públicas e estão sob processo penal. Pela primeira vez na minha vida, a integridade física da minha família, de alguns dos meus colaboradores e a minha própria estiveram em risco. Uma situação que não estou disposto a tolerar ou conviver e creio que nenhum trabalhador do futebol deveria aceitar. A essência do esporte é a paixão, com respeito, e não usá-lo como máscara para o crime.  

Gazeta Esportiva

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