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Sem treinos apenas às segundas, auditor minimiza efeitos da Brigadeiro

Para muitos, a subida da Av. Brigadeiro Luís Antônio é o trecho mais difícil do percurso da Corrida Internacional de São Silvestre. Embora o trajeto sempre sofra algumas alterações todos os anos, a tradicional ladeira que dá acesso à Av. Paulista segue presente há várias edições e exigindo um grande esforço por parte dos competidores. [?]

12:30 | 28/12/2017

Para muitos, a subida da Av. Brigadeiro Luís Antônio é o trecho mais difícil do percurso da Corrida Internacional de São Silvestre. Embora o trajeto sempre sofra algumas alterações todos os anos, a tradicional ladeira que dá acesso à Av. Paulista segue presente há várias edições e exigindo um grande esforço por parte dos competidores. No caso de Valmir Leôncio da Silva, de 54 anos, isso não é problema.

O auditor fiscal que disputará a São Silvestre pela quarta vez garante estar preparado para a 93ª edição e minimizou os efeitos da Av. Brigadeiro Luís Antônio em seu desempenho. Acostumado a treinar diariamente ? descansa apenas às segundas-feiras -, Valmir se diz adaptado às ladeiras, mas entende o temor daqueles concorrentes menos preparados.

?A gente que treina faz muito exercício de subida. A pessoa que não treina muito durante o ano e vai correr a São Silvestre realmente encontra mais dificuldades para subir a Av. Brigadeiro Luís Antônio. Nós treinamos na ladeira, principalmente quando treinamos na USP. Então, quando pegamos a Av. Brigadeiro Luís Antônio, claro que não é fácil, mas conseguimos fazer mais tranquilamente?, disse Valmir à Gazeta Esportiva após um de seus treinos.

Aos 54 anos, o atleta amador conta com o auxílio de uma assessoria esportiva para otimizar seu rendimento nas pistas. Acostumado a disputar maratonas e meias maratonas, Valmir, no entanto, não esconde que, para ele, a São Silvestre tem um impacto diferente por conta de sua grande tradição. O apreço pela prova é tamanho, que ele já pensa em estar presente na histórica 100ª edição, que acontecerá em 2024.

?É uma das provas mais velhas de São Paulo, que fecha o circuito de corridas da cidade, então é difícil conhecer um corredor que não tenha corrido ou não queira correr a São silvestre. A gente pode até correr a maratona, que são os 42km, mas a São Silvestre é uma prova que marca, muito boa. Quando você fala em São Silvestre não tem como não lembrar da Gazeta, que transmite a prova desde o início. Para nós é uma satisfação. Somos privilegiados de ter a prova aqui em São Paulo. Se Deus quiser, vamos correr a 100ª?, prosseguiu.

Por fim, Valmir comentou sobre a expectativa pessoal em relação ao seu desempenho na prova que fecha 2017. Ainda que o auditor fiscal reconheça suas limitações como atleta amador, ele parece confiante para guardar mais uma boa recordação da São Silvestre.

?O meu tempo em uma prova de 15km é por volta de 1h10min. Não é um tempo de atleta de elite, mas é um tempo razoável. Ficamos entre os 10, 15% dos corredores que participam da prova e terminam nas primeiras colocações?, concluiu.

Gazeta Esportiva

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