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Ex-diretor do Corinthians culpa administração por má fase da Lusa

Luís Paulo Rosenberg, ex-vice-presidente do Corinthians, surgiu em 2015 como um possível salvador para a Portuguesa, entretanto, sua passagem no clube do Canindé durou pouco e a equipe não seguiu os passos que o executivo tentou plantar. Em entrevista à Gazeta Esportiva, o braço direito de Andrés Sanchez lamentou o potencial desperdiçado pela Lusa e [?]

09:05 | 22/08/2017

Luís Paulo Rosenberg, ex-vice-presidente do Corinthians, surgiu em 2015 como um possível salvador para a Portuguesa, entretanto, sua passagem no clube do Canindé durou pouco e a equipe não seguiu os passos que o executivo tentou plantar. Em entrevista à Gazeta Esportiva, o braço direito de Andrés Sanchez lamentou o potencial desperdiçado pela Lusa e culpou a diretoria pela fase vivida pelo Rubro-Verde

.?Foi uma pena (o projeto não ter dado certo). Ali tem um potencial enorme de sucesso mercadológico. Existe uma vinculação da torcida muito grande e até uma ligação com raízes históricas e culturais. É uma grande vantagem ter cerca de quatro mil padarias só na cidade de São Paulo dispostas a ajudar a Portuguesa. É um time querido, porque qualquer são paulino, palmeirense, santista e corintiano tem uma quedinha pela Portuguesa, mas ela precisa ter uma solução interna?, comentou.

Luís Paulo Rosenberg fez parte da diretoria do Corinthians entre 2008 e 2012

?Ela tem uma divisão muito grande. Tem pessoas com muita paixão dentro da diretoria, mas ela não consegue ter uma unidade. Veja como exemplo: quando a gente briga no Corinthians, brigamos feio, não é brincadeira, mas nunca colocamos em risco o sucesso do clube. E, infelizmente, depois daquela queda tão absurda, a Lusa nunca mais se conseguiu uma união e isso é pré-condição para qualquer plano de sucesso. Fazer um bom plano de marketing para a Portuguesa eu até faço?, completou Rosenberg, que ainda contou que não assumiria outro grande por causa da sua ligação com o Corinthians, mas que não negou a possibilidade de ir para clubes de médio porte, como o Figueirense, que foi citado por ele.

O ex-diretor do Timão ainda voltou a destacar que equipes com problemas políticos não conseguem ser vitoriosos e afirmou que a Lusa precisa de um plano bem organizado para conseguir se reerguer.

?Uma coisa que a gente aprende no futebol é que não há como o clube ter problemas políticos e o time ir bem. E a Portuguesa vem mostrando isso há muitos anos. Enquanto não houver união, um projeto de salvação nacional, equacionar bem a questão do estádio e como aquilo pode se reverter em uma fonte de renda permanente para o clube, o time vai sofrer muito?.

Além disso, Luís Paulo Rosenberg comentou o cenário das gestões das equipes no Brasil. Para ele, o Flamengo é ?quem dá à luz da modernidade futebolística? e o Atlético-PR é o grande exemplo de clube que vem sendo bem gerido há anos. Ele também vê uma evolução no país inteiro apesar da demora a inconstância para a modernização.

?Acho que não é um movimento (de modernização) contínuo, que vai na direção correta o tempo todo. Mas a tendência tem sido muito boa. Se você examinar, a cada ano mais um time ganha mais lucidez. Se você pega o que é a gestão do Flamengo, o que sempre foi a gestão do Atlético-PR, os gaúchos com muita lucidez, Minas vem melhorando?, declarou. ?Acho que mesmo dentro da CBF mudou o padrão de gestão. Tem muito mais profissionalismo hoje do que tinha no passado. É triste quando você pensa na velocidade que isso poderia estar acontecendo, muito maior do que a atual, mas é promissor porque, pelo menos, está indo na direção correta?.

Especial para a Gazeta Esportiva*

Gazeta Esportiva

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