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Com cearenses, seleção brasileira de basquete em cadeira de rodas garante vaga para Mundial

A ala Ana Kelvia Lima e o auxiliar técnico do Brasil, Lidio Andrade, falaram ao O POVO sobre a conquista e as expectativas para o Mundial de Dubai

A seleção brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas conquistou a medalha de bronze na Copa América na última segunda-feira, 18. Com a conquista, o Brasil assegurou uma vaga para o Mundial, que acontecerá de 16 a 27 de novembro de 2022, em Dubai, Emirados Árabes Unidos.

A cearense Ana Kelvia Lima participou do grupo que esteve no pódio na competição nacional. A atleta de 28 anos pratica basquete desde 2014 e foi convocada pela primeira vez em 2021 para a disputa do torneio Sul-Americano. Em entrevista ao Esportes O POVO, a ala comentou sobre a emoção da conquista.

“Sempre almejei ir para a seleção, mas só fui convocada ano passado. Tudo é muito novo para mim. A emoção é muita em participar de cada competição. Estou muito feliz de ter conquistado essa medalha na Copa América”, ressaltou.

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O Brasil venceu a Argentina por 57 a 45, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. A equipe nacional feminina disputou o bronze após ser derrotada pelos Estados Unidos por 68 a 30 no domingo, 17.

O auxiliar técnico da seleção, Lidio Andrade, ressaltou, em entrevista ao Esportes O POVO, a importância da conquista para o esporte paralímpico. “A importância da conquista é enorme. Participar de um Mundial. Realmente é o fruto de um trabalho que vem sendo feito, construído nas etapas de treinamento para poder chegar nessa competição. A emoção é muito grande, principalmente, de ver as meninas, a conquista, a luta delas de estar na seleção, de chegar ao objetivo principal que seria a conquista da vaga para o Mundial e também o pódio. Então, eu acho que realmente, a emoção é enorme. Poder representar a seleção brasileira, representar seu país não tem preço”, frisou.

Lidio Andrade, auxiliar técnico da seleção, e Ana Kelvia, ala da equipe
Lidio Andrade, auxiliar técnico da seleção, e Ana Kelvia, ala da equipe (Foto: Divulgação)

A principal preparação para a Copa América foi o Campeonato Sul-Americano realizado no final de 2021 em Buenos Aires, na Argentina. No torneio do ano passado, três atletas cearenses foram chamadas para compor o grupo brasileiro: a ala/pivô Oara Uchôa, a pivô Laís Aguiar, além da ala Ana Kelvia Lima. Lidio Andrade reforçou que as três jogadoras têm grandes chances de serem convocadas para o Mundial de novembro.

Ana Kelvia comentou sobre as expectativas para o Mundial da modalidade. “A gente vem se preparando desde o ano passado no Sul-Americano, que a gente se classificou para essa Copa América. As expectativas são grandes para o Mundial de Dubai. Já estou ansiosa. Coração a mil. Vamos para mais uma batalha com muito esforço e a gente vai conseguir”, frisou.

“Nosso objetivo é chegar ao lugar mais distante. A nossa melhor posição (em Mundiais) foi um 10º lugar. Então, esperamos estar pelo menos entre as seis melhores equipes do mundo. é difícil, mas a gente sabe que pode alcançar”, reforçou o auxiliar técnico da seleção brasileira.

Lidio Andrade é referência na formação de atletas paralímpicos no Estado. Ele fundou, em 2009, a Associação Desportiva dos Deficientes do Estado do Ceará (ADDECE). Em 2018 entrou na Associação Deficiência Superando Limites (ADESUL) onde acumula conquistas expressivas como o vice-campeonato brasileiro da terceira divisão. O profissional recebeu sua primeira convocação para ser auxiliar técnico da seleção brasileira em 2014.

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