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Djokovic obtém exceção médica para disputar Aberto da Austrália; primeiro-ministro contesta

Scott Morrison disse que o tenista deve provar porque ele merece uma isenção da vacina contra a Covid-19
13:45 | Jan. 05, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

O número 1 do mundo, Novak Djokovic, que nunca comunicou sua situação em relação à vacina contra a covid-19, anunciou nesta terça-feira nas redes sociais que está viajando para Melbourne graças a uma "exceção" médica, que lhe permitiria jogar o Aberto da Austrália (de 17 a 30 de janeiro).

"Estou pronto para viver e respirar o tênis no decorrer das próximas semanas de competição. Obrigado a todos pelo apoio! Vamos para 2022", escreveu o sérvio em sua conta no Instagram, adicionando uma foto dele no aeroporto com uma bolsa de raquetes.

"Me diverti com as pessoas que amo durante as férias e hoje parto para Down Under (Austrália) graças a uma exceção", acrescentou. A Australian Tennis Federation (TA), organizadora do Australian Open, confirmou que uma "exceção médica" foi concedida a Djokovic para que ele possa jogar o primeiro grande torneio do ano.

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Em entrevista coletiva o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, “Aguardamos sua apresentação e as evidências que ele nos fornece para apoiá-la”, disse Morrison. Após a coletiva, o chanceler se reuniu com líderes estaduais para discutir os níveis recordes de infecções por coronavírus no país. As informações foram divulgadas pelo jornal The Washington Post.

"Djokovic solicitou uma exceção médica, que lhe foi concedida, após um exame rigoroso (a seu pedido) envolvendo dois grupos independentes de especialistas médicos", indicou a TA em um comunicado publicado poucos minutos após o número 1 do mundo anunciar que estava viajando para a Austrália.

"Novak Djokovic vai participar do Aberto da Austrália e está a caminho", insiste o comunicado, refugiando-se no segredo médico para esconder as razões dessa exceção concedida ao número 1 do mundo, que buscará o 21º título de Grand Slam e um décimo em Melbourne.

"Protocolos justos e independentes estavam em vigor para avaliar as reivindicações de isenção médica para garantir um Aberto da Austrália de 2022 seguro e agradável para todos", disse o presidente da TA, Craig Tiley, no comunicado.

Há meses Djokovic deixava no ar dúvidas sobre sua participação no primeiro Grand Slam de 2022, onde buscará seu 21º título de 'major', após igualar os recordes de Roger Federer e Rafael Nadal (20) ao vencer Wimbledon no ano passado.

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