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Primeira brasileira a ser campeã mundial de kitesurfe busca o tetra no Ceará

Bruna Kajiya compete pelo título mundial de kitesurfe entre os dias 10 e 14 de novembro de 2021. A etapa final da competição será realizada na praia do Cumbuco, no município de Caucaia
16:49 | Nov. 09, 2021
Autor O Povo
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Natural de Ilhabela, litoral de São Paulo, a maior kitesurfista do mundo, Bruna Kajiya, compete pelo título mundial de kitesurfe entre os dias 10 e 14 de novembro de 2021. A etapa final da competição será realizada na praia do Cumbuco, no município de Caucaia.

Em 2019, a grande final do circuito mundial de kitesurfe foi sediada na praia do Preá, no município de Cruz, perto de Jericoacoara. A Global Kitesports Association (GKA) trouxe a etapa de volta para a praia do Cumbuco em 2021. Para Bruna, “o litoral do Ceará é para os kitesurfistas o que Havaí é para os surfistas.”

Três vezes campeã mundial e cinco vezes campeã nacional do esporte, Bruna Kajiya se prepara para lutar pelo tetracampeonato. Praticante da modalidade freestyle, na qual saltos e manobras no ar são requisitos para a pontuação, a atleta começou no esporte após um grave acidente de surfe, que a fez procurar outras maneiras de permanecer na água.

A trajetória no esporte
Na mini websérie documental “Under 18: Empresária? Bruna Kajiya preferiu o kitesurf", disponível na plataforma Red Bull TV, a brasileira relata que começou no esporte aos 15 anos, ao ver as velas coloridas dos kitesurfistas da janela de sua escola, em Ilhabela.

Mas não foi fácil chegar até a posição que ocupa no kitesurfe mundial. Ao se formar no ensino médio, entrou para a faculdade de Relações Internacionais, por influência do pai, dono de uma empresa de comércio exterior. Assim, ficou dividida entre dois mundos: o amor pelo esporte e o dever de continuar o trabalho da família.

Mas ao competir pela primeira vez no mundial de kitesurf na Venezuela, em 2007, Bruna decidiu: queria dedicar a vida ao esporte. A partir desse momento, sua trajetória astronômica nos campeonatos de kitesurfe a colocaram como a grande representante do Brasil no freestyle feminino mundial.

Recordes históricos
Bruna Kajiya é a primeira mulher a conquistar a manobra “Backside 315” - quando o kitesurfista gira 540º, ou seja, uma volta e meia, e troca as mãos na barra por trás das costas duas vezes - também conhecida como “duplo passe”. Alcançou o êxito em 2017, no Cumbuco, após meses de tentativas.

Bruna é descrita por suas pares no circuito mundial de kitesurfe como uma atleta que eleva o nível do esporte feminino em consequência de seus constantes avanços. Em entrevista à Vogue Brasil, explicou que seu papel é o de “virar a chave” na mente das outras competidoras para que também cresçam no kite.

“Na época que comecei, as mulheres não acreditavam serem capazes de fazer as manobras que os homens faziam. Não que elas não tivessem capacidade, eu lembro, são mulheres que até hoje eu converso, extraordinárias, mas é a chavinha na cabeça, sabe? E era isso que eu queria mudar.”

A final de kitesurfe contará também com três atletas cearenses: a tricampeã Mikaili Sol, de 16 anos, natural da Taíba e primeira no ranking mundial, a campeã mundial de 2016 Estefânia Rosa, e o tricampeão Carlos Mário, conhecido como “Bebê”, que se recupera de uma lesão.

Por Camila Garcia

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