PUBLICIDADE
Vasco
LUTO CRUZMALTINO

Morre vascaíno Eurico Miranda, o cartola mais polêmico do Brasil

Carioca estava ligado ao Vasco desde os seus 23 anos de idade e foi presidente do clube em dois períodos; morreu com 74

13:15 | 12/03/2019
Foto: Marcelo Sadio/Vasco/Divulgação
Foto: Marcelo Sadio/Vasco/Divulgação

Um dos dirigentes mais conhecidos e simbólicos do futebol nacional faleceu no início da tarde desta terça-feira, 12. O ex-presidente do Vasco Eurico Miranda, 74, estava com câncer no cérebro e foi levado para um hospital na manhã desta terça, mas acabou não resistindo.

Nos últimos meses, a doença se agravou e ele não fez muitas aparições em público, apenas se limitava às reuniões de Conselho de Beneméritos (do qual era o presidente) e Deliberativo do Vasco. Eurico vinha em estado debilitado desde começo de 2018.

O cartola começou sua carreira no Vasco com apenas 23 anos, sendo Diretor de Cadastro em 1967. Eurico foi vice-presidente do clube entre 1990 e 2002, participando ativamente da maior conquista da história cruzmaltina: a Taça Libertadores de 1998, além do Brasileiro de 1997. Como presidente do Vasco, reinou por dois períodos, de 2003 a 2008 e 2015 a 2017.

POLÊMICAS

Eurico sempre foi um personagem polêmico no cenário do futebol nacional. Sempre negava crise e questionava os jornalistas quando falavam algo que o contrariava. Além disso, a famosa frase "o respeito voltou" dita em 2015 virou febre e até os dias atuais é lembrada.

Eurico já esteve ligado diretamente com desvios de dinheiro no Vasco. A CPI do Futebol provou em 2001 que o dirigente usava até de falsidade ideológica para conseguir desviar verba. Ele gostava de aparecer em públicos fumando charutos e muitas imagens circulam das cenas.

Em 2017, a última polêmica da vez: venceu a eleição para presidência do clube carioca, mas com fraude em uma urna 7, o que ocasionou na vitória de Julio Brandt. Contudo, ele acabou apoiando Alexandre Campello em uma eleição realizada pelo Conselho Deliberativo, fazendo com que o dirigente assumisse a presidência do Vasco, contrariando o voto dos sócios nas urnas.