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Mutante, Santos varia esquemas e Jair vê “modelo implementado”

O Santos iniciou o Campeonato Paulista no 4-1-4-1, com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Romário; Alison; Bruno Henrique, Renato, Vecchio e Copete; Rodrigão. Hoje, 19 jogos depois, o Peixe mudou o esquema e apenas cinco jogadores foram mantidos. O técnico Jair Ventura passou a alternar o 4-2-3-1 com o 4-2-4 e viu […]

08:15 | 14/04/2018

O Santos iniciou o Campeonato Paulista no 4-1-4-1, com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Romário; Alison; Bruno Henrique, Renato, Vecchio e Copete; Rodrigão. Hoje, 19 jogos depois, o Peixe mudou o esquema e apenas cinco jogadores foram mantidos.

O técnico Jair Ventura passou a alternar o 4-2-3-1 com o 4-2-4 e viu Daniel Guedes, Dodô, Arthur Gomes, Rodrygo, Eduardo Sasha e Gabigol se tornarem titulares. Bruno Henrique, principal jogador do Peixe em 2017, está perto de retornar após lesão na retina do olho direito na primeira rodada do Campeonato Paulista, contra o Linense.

A formação ainda passa por ajustes e há a busca pelo famoso time ideal, mas Jair vê o modelo de trabalho implementado no alvinegro às vésperas da estreia no Campeonato Brasileiro, contra o Ceará, neste sábado, às 21h (de Brasília), no Pacaembu.

“Mesmo com mudanças, quatro atacantes ou dois meias e um volante, Santos segue ofensivo. Há uma ideia, um modelo implementado. Jogadores sabem o que fazer, mesmo com 4-2-3-1, 4-2-4, 4-1-4-1… Sabem o que fazer com e sem bola, lateral, escanteio, transição e organização. Tivemos mudanças, repente muitas, fiz mudanças pontuais e só dois times alternativos. Lesionados, suspensões, alguns tentam voltar e perdem espaço pelo bom momento. Às vezes quem entrou não teve a mesma apresentação do antecessor, enfim… Colocamos quem está melhor. Treinador nunca vai colocar quem acha que não está melhor”, analisa Jair.

Para o pontapé no Brasileirão, o treinador deve optar por quatro atacantes, com Rodrygo mais recuado como uma espécie de armador. Essa foi a escalação da vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras, na semifinal do Campeonato Paulista, antes da eliminação nos pênaltis. Depois de um período de adaptação ao elenco profissional, o atacante de 17 anos se firmou e agora é titular absoluto.

“É uma joia. Tecnicamente é um jogador incontestável, mas é um menino. Veio pouco a pouco. A diferença do profissional é grande, principalmente no treino. Força aplicada no treino. Com qualidade, se supera, mas ainda tem dificuldade de sustentar 90 minutos. Tecnicamente, seria titular desde o início. É responsabilidade do treinador, por isso nem sempre fazemos o que todo mundo quer. Temos que ter paciência, saber hora de lançar, importante quando entrou no fim dos jogos e quando inicia. É importante tratar a todos da mesma maneira”, explica o técnico.

E com Bruno Henrique recuperado e com expectativa de voltar ainda em abril, Jair já quebra a cabeça para arrumar um espaço. Se o camisa 11 voltasse hoje, a tendência era de Arthur Gomes no banco de reservas. Quando optar por um meia em vez de quatro atacantes, Rodrygo, Eduardo Sasha ou Gabigol podem perder vaga.

“Já pensei (na escalação). A gente pensa o tempo todo. Fico feliz pelo retorno do Bruno. Passou pela referência médica, teve mais uma ideia do que pode ter sido. Está próximo, não temos data, mas quem ganha é o Santos. O treinador gosta dessa dor de cabeça. Treinador gosta de quebrar a cabeça para colocar o melhor em campo”, concluiu.

A provável escalação santista para enfrentar o Ceará é: Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Renato e Rodrygo; Eduardo Sasha, Arthur Gomes e Gabigol.

Gazeta Esportiva