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Valentim diz que tinha discordâncias com Cuca e explica novos métodos

Alberto Valentim precisou de pouco tempo para mudar o Palmeiras. Após assumir o Verdão com a saída de Cuca, o treinador interino alterou o time taticamente, modificou a dinâmica dos treinos e explicou que já tinha divergências com o ex-comandante alviverde. ?Algumas coisas a gente pensa diferente, o que é normal. Eu e Gilson, Oswaldo, [?]

07:15 | 19/10/2017

Alberto Valentim precisou de pouco tempo para mudar o Palmeiras. Após assumir o Verdão com a saída de Cuca, o treinador interino alterou o time taticamente, modificou a dinâmica dos treinos e explicou que já tinha divergências com o ex-comandante alviverde.

?Algumas coisas a gente pensa diferente, o que é normal. Eu e Gilson, Oswaldo, Cuca? Isso é o mais legal de uma comissão técnica. Afinal, se os auxiliares concordarem sempre em tudo, serão úteis só para carregar cones e coletes. Se tem essa discordância é legal, e a gente tinha, normal?, disse o comandante.

?O Cuca fazia um exercício com todos da comissão sobre quem deveria começar jogando, o posicionamento, bolas paradas? Cada um tinha sua opinião e ele gostava de perguntar os porquês das escolhas. Ele dava liberdade para todos, para mim principalmente. A gente se dava muito bem, gostava do meu trabalho, era uma parceria muito transparente?, completou.

Alberto deu início à sua quinta passagem como treinador interino no Palmeiras. Na ocasião da saída Cuca, com o time campeão brasileiro após um jejum de 22 anos, na reta final de 2016, Valentim viveu a expectativa de ser efetivado como treinador do Verdão. No entanto, o clube optou pela contratação de Eduardo Baptista, que acabou demitido cinco meses depois. Assim, ao invés de continuar no Palestra, o ex-atleta aceitou oferta para dirigir o Red Bull no Campeonato Paulista. Com a eliminação na primeira fase do torneio, porém, não continuou no clube.

?Eu sempre gostei de um jogo bem jogado, procurei fazer isso todas as vezes que comandei o Palmeiras. Ter posse de bola e verticalizar no momento certo, mas também muita qualidade na fase defensiva. Mesmo eu sendo auxiliar, todas as vezes que o Cuca deixou, sempre fui muito participativo, exigente. Como treinador, sou o dobro ou mais. Essa coisa do motivacional, falar duas ou três frases de efeito para o jogador, comigo não funciona muito. Começo os jogos nos treinamentos . Vou lembrando aos jogadores na preleção o que foi pedido e treinado?, explicou.

Até aqui, pelo Palmeiras, Alberto Valentim soma 12 jogos com sete vitórias, um empate e quatro derrotas. Garantido até o final do ano, a esperança desta vez é de que possa permanecer em 2018, mas a continuidade do interino está diretamente atrelada ao seu desempenho nas 10 partidas restantes do Campeonato Brasileiro. Auxiliar técnico nos últimos cinco meses e entre 2012 e 2016, o treinador pode se espelhar em Fábio Carille, do Corinthians, que ficou no cargo durante sete anos antes de assumir com sucesso o rival nesta temporada.

?É legal, uma nova geração que está vindo. O Carille vem fazendo ótimo trabalho, Zé Ricardo, o Eduardo Baptista? Fico feliz porque isso talvez possa fortalecer nossa imagem (de novos treinadores) para dirigentes, para a própria imprensa e, consequentemente para a torcida. É positivo para dar mais coragem e acreditarem em outros nomes que surgem?, disse o comandante.

Após vencer o Atlético-GO no último domingo, Alberto Valentim dará seu segundo passo para garantir sua permanência no Palmeiras nesta quinta-feira, quando o Verdão encara a Ponte Preta, às 20h (de Brasília), no Pacaembu. O Alviverde soma 47 pontos e é o quarto colocado do Campeonato Brasileiro.

Gazeta Esportiva

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