Fortaleza cogita parceria com R4, de Angelim, para manter futebol feminino em 2026
Assim, mesmo com menor investimento financeiro, o Tricolor poderia disputar a elite nacional do Brasileirão Feminino. A conversa com o time do Cariri ainda está em estágio inicial
17:24 | Jan. 04, 2026
Apesar de ter oficializado o fim do projeto envolvendo o futebol feminino para a temporada de 2026, o Fortaleza tem tentado, nos bastidores, manter o funcionamento da modalidade. A ideia do Tricolor envolve uma parceria com o R4, time de Ronaldo Angelim, ex-zagueiro do clube. A informação foi dada inicialmente pelas páginas No Lance e Resenha do Leão, e confirmada pelo Esportes O POVO.
Segundo apurou o Esportes O POVO, as conversas entre Fortaleza e R4 ainda estão em estágio inicial. Entre os primeiros alinhamentos feitos pelas partes está a definição de que, em caso de acordo, os jogos da equipe seriam disputados no Cariri, onde o clube de Ronaldo Angelim está sediado e atua como mandante.
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Outro detalhe que envolve as tratativas está relacionado à indefinição sobre a disputa do Brasileirão Feminino. O Fortaleza, na temporada passada, conquistou o acesso à elite nacional, enquanto o R4 assegurou participação na terceira divisão. Caso o Leão abra, de fato, mão da vaga na A1, o Mixto-MT é quem herdaria a vaga.
Com a parceria, o Fortaleza teria a possibilidade de jogar a primeira divisão do Campeonato Brasileiro Feminino. Outra hipótese seria o Tricolor abdicar da sua vaga na A1 e disputar a A3 em conjunto com o R4.
Fortaleza anunciou o fim da modalidade para 2026
Mesmo com a melhor temporada da história do futebol feminino do Fortaleza em 2025, na qual terminou o ano sem nenhuma derrota, com os títulos do Campeonato Cearense e do Torneio Maria Bonita, além do inédito acesso à elite nacional, o Tricolor anunciou, semanas após o rebaixamento do time masculino, que encerraria as atividades da modalidade em 2026.
Em comunicado oficial, o Fortaleza informou que a decisão partiu da SAF do clube, sob alegação de restrição orçamentária, ausência de recursos e incapacidade financeira de manutenção da modalidade.
“Ressaltamos que a gestão envidou todos os esforços possíveis para a manutenção da modalidade, buscando alternativas, soluções e caminhos que permitissem a continuidade do projeto de forma sustentável”, escreveu o Fortaleza na época.