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Tumulto na sede torna ambiente no Fluminense cada vez mais complicado

O ambiente político mais uma vez virou caso de polícia no Fluminense, tornando cada vez mais complicado o ambiente no clube. Na noite de terça-feira, um grupo de torcedores tentou invadir a reunião do Conselho Deliberativo após saber que uma carta de repúdio enviada por eles não seria lida durante a sessão. O grupo protestava [?]

13:45 | 04/07/2018

O ambiente político mais uma vez virou caso de polícia no Fluminense, tornando cada vez mais complicado o ambiente no clube. Na noite de terça-feira, um grupo de torcedores tentou invadir a reunião do Conselho Deliberativo após saber que uma carta de repúdio enviada por eles não seria lida durante a sessão. O grupo protestava contra a gestão do presidente Pedro Abad.

A segurança do clube agiu rapidamente e conseguiu evitar a invasão. Porém, a revolta tomou conta das ruas do bairro das Laranjeiras. Latas de lixo foram arrancadas de postes na Rua Álvaro Chaves, onde fica a entrada principal do clube. Bombas, pedras e cavaletes foram arremessadas contra os portões, sendo que alguns manifestantes seguiram para a Rua Pinheiro Machado, uma das principais vias de ligação entre a Zona Sul e a Zona Norte e onde é localizado o Palácio Guanabara, residência do governador do estado.

Diante da gravidade da situação a Polícia Militar foi acionada e encontrou dificuldades para terminar com o tumulto, inclusive tendo que apelar para o uso de balas de borracha. Nenhum caso de feridos foi registrado.

Há alguns meses Pedro Abad vem ficando cada vez mais isolado nas Laranjeiras. A eleição para presidente do Fluminense vai acontecer somente no próximo ano, mas alguns grupos de oposição tentam antecipar este processo. Isso porque assinaturas estão sendo recolhidas para solicitar uma reunião com o Conselho Deliberativo. Na pauta, a votação de um pedido de impeachment do presidente e, para que isso aconteça, são necessárias 50 assinaturas e, em seguida, que pelo menos 1/3 dos conselheiros compareçam à reunião e apoiem a ideia.

A saída de Abad neste momento ainda não é uma coisa fácil, porém a cada dia que passa o dirigente fica cada vez mais isolado. Em maio, cinco vices, incluindo alguns de pastas importantes, se desligaram da gestão por não concordarem com a atual administração. O presidente não vem agradando nem mesmo a FluSócio, que foi o principal grupo a garantir a sua eleição e que está no poder há nove anos, desde o primeiro mandato de Peter Siemens. Por sinal, o próprio Siemens não pode mais ser considerado aliado após Abad responsabilizar o passado por problemas financeiros que vem encontrando no clube. O isolamento do presidente é um ponto para a oposição.

Nas últimas semanas o ex-presidente da Unimed, o empresário Celso Barros, e o ex-diretor jurídico do clube, Mário Bittencourt, passaram a manter contatos no sentido de costurar um acordo. Ambos concorreram e foram derrotados por Abad na eleição passada. Mário ficou em segundo e Celso em terceiro. Porém, ambos entendem que unidos e com apoio de outros oposicionistas, a eleição poderia ser ganha.

A oposição ainda não definiu o nome, pois ainda falta muito para o pleito, mas quem agrada aos dois grupos é Ricardo Tenório, que foi candidato a vice na chapa de Mário e já ocupou o cargo de vice-presidente de futebol.

Dentro de campo o elenco segue trabalhando sob o comando do técnico Marcelo Oliveira. O próximo compromisso pelo Campeonato Brasileiro, que está paralisado para a disputa da Copa do Mundo, será em 19 de julho, no clássico carioca com o Vasco, pela 13ª rodada.

Gazeta Esportiva

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