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Andrés Sanchez supera quatro rivais e é eleito presidente do Corinthians

Andrés Sanchez foi eleito o presidente do Corinthians na tarde deste sábado, vencendo uma votação realizada no Parque São Jorge para saber o mandatário do triênio 2018-2020. Em uma das eleições mais disputadas da história do Alvinegro, o candidato somou 1.235 votos e ficou à frente de Paulo Garcia, segundo colocado com 832, Antônio Roque [?]

16:30 | 03/02/2018

Andrés Sanchez foi eleito o presidente do Corinthians na tarde deste sábado, vencendo uma votação realizada no Parque São Jorge para saber o mandatário do triênio 2018-2020. Em uma das eleições mais disputadas da história do Alvinegro, o candidato somou 1.235 votos e ficou à frente de Paulo Garcia, segundo colocado com 832, Antônio Roque Citadini, terceiro com 803, Felipe Ezabella, quarto com 461, e Romeu Tuma Júnior, o quinto com 278. Houve ainda 18 votos nulos e 13 em branco, totalizando 3.642.

Será o segundo mandato de Andrés, que dirigiu o clube entre 2007 e 2011, até pedir afastamento para assumir um cargo na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Sua vitória é quinta do grupo Renovação e Transparência, que completará 13 anos à frente do Alvinegro. Mário Gobbi e Roberto de Andrade foram os outros dirigentes eleitos para o cargo pelo grupo.

Apesar do clima efervescente que cercou o pleito, as oito horas de votação foram tranquilas no Parque São Jorge. Mesmo com diversos carros de som, alto-falantes e muitos cabos eleitorais, não foram registradas confusões. Cerca de meia hora antes do encerramento da votação, as arquibancadas do ginásio foram ocupadas por integrantes das diversas chapinhas e apoiadores dos candidatos.

Além do presidente, foram eleitas oito chapas titulares para o Conselho, cada um com 25 integrantes, além de duas suplentes. No total, 24 chapas se inscreveram para o pleito, inédito na história do clube. Anteriormente, o vencedor da eleição presidencial elegia um ?chapão? de 200 conselheiros consigam. As vencedoras de 2018 foram as chapas de número 22, 11, 06, 21, 25, 77, 82 e

O novo mandatário corintiano assume o clube em um momento de glórias dentro do campo, com a defesa do título paulista e brasileiro da última temporada, mas com problemas fora dele. Sem patrocinador master fixo desde abril do ano passado e com as parcelas do estádio de Itaquera já sendo pagas, o clube precisará achar uma maneira de manter o fluxo de caixa ativo e evitar atrasos de salário.

Para piorar, no entanto, ainda não há receita das bilheterias, toda destinada ao fundo de pagamento da arena, nem liberação dos recursos previstos para a sonhada casa alvinegra, como os Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs) e os direitos de nome do local. Assim como todos os outros candidatos, o vencedor colocou essas resoluções como prioritárias em seu programa de governo.

No futebol, duas questões também esperavam a definição do presidente para saber o que acontecerá daqui para frente. A primeira diz respeito ao substituto de Jô, negociado com o Nagoya Grampus-JAP, deixando vago o posto de artilheiro da equipe. O próprio técnico Fábio Carille disse que esperava a chegada ou não de um novo nome para o setor apenas após o pleito.

Outro ponto fundamental é a permanência do gerente de futebol, Alessandro, que administrou o setor praticamente sozinho nos últimos meses, após a saída de Flávio Adauto, vice-presidente na chapa de Fernando Garcia. Único remunerado da área, ele passará por avaliação até que se defina seu futuro no Alvinegro.

O primeiro compromisso no cargo, dentro de campo, será neste domingo, às 19h30 (de Brasília), contra o Novorizontino, pelo Campeonato Paulista. A principal competição do ano, no entanto, será a Copa Libertadores da América, que tem início para o Timão no dia 28 deste mês, contra o Millonarios-COL, em Bogotá.

Gazeta Esportiva

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