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Esportes

Carille diz que não perde o sono e confia em retomada na reta final

Treinador não vê o time ganhar há quatro jogos

16:45 | 03/11/2017

O técnico do Corinthians, Fábio Carille, já admitiu viver o seu pior momento no cargo desde antes da derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta, no último final de semana. Com apenas um ponto conquistados nas quatro rodadas mais recentes, o treinador disse manter a tranquilidade para buscar uma retomada na reta final e coroar-se com o título do Campeonato Brasileiro.

?Dificilmente eu perco o sono, meu trabalho é passar 8, 10, 12 horas aqui no CT, não adianta ficar sem dormir?, afirmou o treinador, que mostrou certa irritação com perguntas a respeito da queda de desempenho da equipe, alterando o tom de voz em alguns momentos da entrevista concedida nesta sexta-feira.

?Quando eu vou embora, procuro desligar mesmo. Algumas vezes eu assisto outro jogo. O papel da comissão técnica é não desesperar, buscar soluções. Não estou dormindo oito horas por noite. Mas também não estou dormindo quatro. Seis, seis horas e meia está bom?, avaliou, ponderando o que conquistou no primeiro ano como profissional.

?Até o final do primeiro turno, nosso ano foi ótimo. Paulista, eliminações com empates. Foi maravilhoso, muito acima do esperado. Nosso segundo turno está sendo muito abaixo. Nós fizemos bons jogos, mas não conseguimos somar pontos?, observou o treinador, normalmente incisivo ao tratar das críticas que sofreu no começo do ano.

?Começou o ano com muita desconfiança, um ano em que falavam que eu não ia durar três jogos, o Jô não faria três gols, o Cássio seria reserva? Depois chegaram matérias que o Corinthians foi campeão paulista, mas tinha que abrir o olho porque podia cair no Brasileiro. De repente a gente faz um turno inesperado. Falar do ano não tem como não falar que ele é maravilhoso?, disse, visivelmente incomodado com as críticas.

?Pouco chega a mim. Mas, em relação ao que foi feito no começo do ano, muitos partiram para o lado pessoal, aquilo me deixou chateado?, recordou o treinador, que tem apenas oito derrotas desde que foi efetivado no cargo, menos do que 18 dos 20 times somaram apenas no Brasileiro.

?Faz parte. Sabemos que não estamos bem, sabemos que somos os líderes de um campeonato tão difícil e que podemos ser campeões brasileiros. Quem trabalha aqui sabe que, quando não está legal, as críticas vão vir. E, quando ganhar, os elogios vão vir?, concluiu.

Gazeta Esportiva

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