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Nos pênaltis, Atlético Cearense bate Ferroviária e está na Série C 2022

A Águia da Precabura venceu por 4 a 3 os pênaltis, após um empate em 0 a 0 no tempo normal. Carlão foi o herói do jogo defendendo quatro pênaltis
17:29 | Out. 17, 2021
Autor Lucas Barbosa
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Lucas Barbosa Jornal
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Tipo Notícia

O Atlético Cearense está na Série C do Campeonato Brasileiro de 2022. Após um empate no tempo normal em 0 a 0, uma disputa de pênaltis emocionante, cheia de reviravoltas, garantiu a vaga para a Águia da Precabura: 4 a 3 para o Atlético, com direito a cobranças alternadas. Carlão, o goleiro da Água, foi o herói do jogo, ao pegar quatro pênaltis na disputa. O jogo foi disputado na tarde deste domingo, 17, na Fonte Luminosa, em Araraquara (SP).

Agora, na busca pelo título da Série D, o Atlético enfrenta o Campinense-PB pelas semifinais da competição. As datas das semifinais estão marcadas para os dias 23 e 24 de outubro (ida) e 30 e 31 de outubro (volta).

O JOGO

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O jogo foi para os pênaltis após um tempo normal em que a Ferroviária se mostrou mais a fim do gol. O jogo começou estudado, com ambas as equipes alternando a posse de bola, mas arriscando pouco no ataque. Aos dois minutos, o Atlético chegou, após uma boa jogada em que Dudu Itapajé bateu fraco do bico esquerdo da grande área para defesa tranquila de Saulo.

A Ferroviária, porém, teve as melhores chances do início do jogo. Aos oito minutos, a primeira boa oportunidade. Após cruzamento rasteiro, Júlio Victor dominou e saiu de frente para Carlão, que conseguiu fazer uma grande defesa com os pés. Aos 16 minutos, a Ferroviária teve chance ainda mais clara. Lateral rapidamente batido deixou Gleyson mais uma vez de frente para o gol. Ele rolou para Júlio Vitor, que, porém, foi travado pelo zagueiro Edgar.

A Ferroviária seguiu mais com a bola no campo de ataque, mas não conseguia criar, sobretudo, pela forte marcação imposta pelo Atlético. A Águia, porém, tinha dificuldades em manter a bola no campo ofensivo e também não chegou muito. Aos 46, Dudu Itapajé cobrou falta de muito longe e mandou muito por cima. O primeiro tempo chegou ao fim com uma sensação de que os dois times precisariam se arriscar mais para abrir o marcador.

O jogo no segundo tempo, entretanto, voltou em ritmo semelhante ao da primeira etapa. Os erros no terço final do campo se acentuaram e os goleiros demoraram para trabalhar. Aos 12 minutos, a Ferroviária assustou em cobrança de falta de Júlio Vitor na entrada da área. O chute forte passou com perigo à esquerda do gol de Carlão.

Aos 15 minutos, o goleiro do Atlético teve que trabalhar. Em rápida descida, Gleyson foi acionado no comando do ataque e bateu cruzado. Carlão mandou para escanteio. A partir dali, só deu Ferroviária. Aos 26 minutos, o time de Araraquara pediu pênalti quando Júlio Vitor finalizou e, após rebatida, a bola supostamente pegou na mão de um zagueiro do Atlético. O VAR não viu nada no lance. Dois minutos depois, Gleyson cabeceou e Carlão pegou firme.

Nas poucas descidas, o Atlético não conseguia fazer Saulo trabalhar. Aos 31, Erick Pulga arrancou pela direita, ganhou da marcação, mas cruzou em cima da zaga. Aos 36, Itapajé tentou arriscar da intermediária e mandou longe. Aos 37, Pulga, no bico esquerdo da zaga, não conseguiu ganhar o mano a mano.

A Ferroviária chegou na fase final do jogo buscando mais o gol. Gleyson, aos 40, de novo, obrigou Carlão a trabalhar, completando cruzamento da esquerda. O goleiro do Atlético pegou firme. Aos 44, um grande susto. Cruzamento da direita, Edgar tentou cortar, mas mandou contra o próprio gol. A bola foi por cima do gol com perigo. Aos 46, o Atlético também teve sua chance, quando Hércules pegou o rebote da entrada da área e mandou à esquerda do gol. Ninguém conseguiu impedir os pênaltis.

As cobranças começaram com Saulo pegando o pênalti de Dudu Itapajé. Carlão, porém, na sequência, pegou o pênalti de Alisson Taddei — o assistente chegou a apontar que o goleiro se adiantou, mas o VAR, entretanto, contrariou a decisão de campo.

O zagueiro Edgar foi o primeiro a marcar. Léo Castro também converteu a sua cobrança. O Atlético pulo para frente quando Hércules marcou o seu e Jefinho bateu mal demais, no meio do gol e fraco, fácil para Carlão. Na quarta rodada, Waldson converteu, assim como Bernardo. Na última cobrança, o goleiro Carlão poderia ter definido a parada, mas Saulo pegou. Léo Rigo fez o seu e levou a disputa para as alternadas.

Mais emoção. Nailton perdeu a sua cobrança, mas Ian Luccas também. Sétima cobrança. Claudivan converteu. Mas Marquinhos parou no goleiro Carlão. Ainda houve um pequeno momento de tensão com uma possível consulta ao VAR, mas não deu. O Atlético garantiu o acesso à Série C.

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