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Esportes
CASO MADRIGAL

Novo capítulo: Fortaleza tem recurso especial negado pela Justiça e Ceará continua como campeão estadual de 2002

Ontem saiu a decisão do STJ negando o recurso do Tricolor

10:57 | 07/02/2019
David Madrigal, ex-jogador do Ceará. (Foto: Thiago Gaspar em 12/05/2002)
David Madrigal, ex-jogador do Ceará. (Foto: Thiago Gaspar em 12/05/2002)

Parece não ter fim. O Superior Tribunal de Justiça negou a entrada do Fortaleza com recurso especial para continuar com o seguimento no "Caso Madrigal" nessa quarta-feira, 6. Com isso, o Ceará continua com o título de campeão cearense de 2002. Foi a quarta tentativa do Tricolor para manter o processo em andamento. 

Conforme o processo, o Campeonato Cearense de 2002 foi dividido em três turnos. No primeiro, a equipe Alvinegra foi vencedora com 12 pontos. O Leão ficou na vice-liderança com 10. Já no segundo, o Fortaleza foi o vencedor com 17 pontos, e o Vovô  ficou com 15.

Já no terceiro turno, o Alvinegro  somou 26 pontos, enquanto o Tricolor obteve novamente 17. Com base no regulamento da competição, o título seria decidido em apenas um jogo. Em caso de empate, a taça ficaria com o time que vencesse dois dos três turnos já disputados. Com isso, no dia 6 de agosto de 2002, o Ceará foi proclamado campeão estadual, já que o placar da partida ficou em 1 a 1.

Inconformado com o resultado, a agremiação do Fortaleza ajuizou ação alegando que o Ceará escalou atleta estrangeiro que estava autorizado a jogar apenas na Região Sul do Brasil. Por essa razão, pleiteou a nulidade dos pontos adquiridos nas partidas do quadrangular do 1º turno em que o jogador atuou.

Caso o pedido fosse deferido, a equipe do Ceará perderia cinco pontos dos 12 conquistados no turno inicial, ficando com sete. Já o Fortaleza, que obteve 10, passaria a ser o ganhador desse turno e, consequentemente, o empate do jogo decisivo daria o título à equipe Tricolor.

Na contestação, o Ceará defendeu inexistir culpa ou dolo. Argumentou que apresentou à Federação Cearense de Futebol (FCF) todos os documentos requeridos para emissão do alvará e que cabia à entidade checar a documentação.

Depois de sair derrotado em 1ª instância, 2ª instância, em novo recurso da 2ª instância e ter negado ainda ontem seu recurso especial, o Tricolor pode agora tentar apelar para um embargo de declaração no próprio Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou um recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal (STF), com chances mínimas de continuidade do processo.

Confira o documento: 

(Foto: Documento)
(Foto: Documento) (Foto: (Foto: Documento))

 

 

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