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"Não tinha perspectiva de jogar", lamenta Juninho Quixadá após fim do contrato com Ceará

Atleta chegou no Ceará em 2018 e era peça-chave do meio campo do Vovô até lesionar-se na reta final da Série A daquele ano

Domitila Andrade
09:00 | 02/09/2020
Juninho Quixadá jogou somente duas partidas em 2020 (Foto: AURELIO ALVES/OPOVO)
Juninho Quixadá jogou somente duas partidas em 2020 (Foto: AURELIO ALVES/OPOVO)

Após contrato, que iria até o fim deste ano, ser finalizado em comum acordo com a diretoria do Ceará, o meio-campista Juninho Quixadá explicou, sob sua ótica, o que levou a rescisão do vínculo com o Alvinegro de Porangabuçu. "Se não tinha perspectiva de jogar aqui, não tinha porque ficar aqui treinando e recebendo salário. Infelizmente", afirmou o atleta em conversa com o Esportes O POVO.

Pouco utilizado após a lesão que o deixou fora dos campos por nove meses, Juninho Quixadá salientou, apesar o longo período, está recuperado. "Desde o ano passado que não tenho lesão. Aliás, sempre tive apenas uma lesão e não várias, como as pessoas pensam", detalhou.

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Qual seria então o motivo para que, mesmo com a passagem de quatro técnicos pelo comando do Ceará, após a saída de Lisca em 2019, o meia não tenha voltado a ser considerado para posição? O técnico Guto Ferreira afirmou, em agosto, após o 1 a 1 contra o Grêmio, que "com certeza os outros atletas estão melhores, fisicamente e tecnicamente".

Para Juninho, a explicação está em um requisito que tem sido contundentemente cobrado na formação atual do time: a recomposição defensiva. "O que me falaram foi que eu não sou bom defensivamente", pontuou o atleta.

Em agosto, o Ceará ventilava a possibilidade de empréstimo para o Ferroviário, que não se concretizou. Agora, com o fim do contrato, o destino do atleta está em aberto.

Trajetória no Ceará

Vindo do Ferroviário, onde em 2018 ele marcou seis gols, Juninho Quixadá chegou como sensação no elenco do Ceará para Série A daquele ano. Em 14 jogos, em 2018, o meio-campista marcou dois gols e era peça-chave da construção ofensiva do Ceará na campanha na primeira divisão, imprimindo um formato de jogo veloz e objetivo. Tanto que nos sete jogos da Série A após sua lesão o Ceará só venceu em um, contra o Paraná. Antes, com Juninho em campo, o Cerá tinha 60% de aproveitamento. No jogo em que marcou o segundo e último gol com a camisa alvinegra, na vitória diante do Atlético-MG pela 31ª rodada, lesionou-se.

Juninho teve, como explicou o Departamento Médico do Ceará, uma lesão no quadril esquerdo agravada por problema semelhante no quadril direito, adquirido pelo atleta antes de chegar ao Vovô, e que causava desequilíbrio na pélvis. Entre tentativas de retorno e a volta aos campos em si, foram mais de nove meses.
O atleta voltou a ser relacionado em julho de 2019, em partida contra o Palmeiras, mas só entrou em campo no fim partida contra o Internacional, no final de julho. Ainda assim, o meia voltou a sentir dores.

Ele foi relacionado para o Clássico-Rei, em agosto, e jogou duas partidas pela Copa Fares Lopes. Contra o Goiás, 11 rodadas depois do retorno, ele afirmou, então, não sentir mais a lesão. Juninho jogou mais quatro jogos em 2019, sem voltar a marcar.

Nesta temporada, o atleta foi relacionado em cinco jogos, mas só atuou em dois (contra Pacajus e diante do Guarany de Sobral), ambos pelo Campeonato Cearense ainda em fevereiro.