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Ceará Sporting Club
NOTÍCIA

Entidade cobra R$ 12 milhões do Ceará na Justiça por uso de terreno da sede do clube

O valor é referente, conforme a entidade, à remuneração do uso do terreno nos últimos cinco anos. Clube só se pronunciará quando for notificado, mas ressalta tranquilidade com o caso

17:07 | 22/05/2019
Jogadores treinam na sede do clube, no Porangabuçu
Jogadores treinam na sede do clube, no Porangabuçu(Foto: LUIZ HENRIQUE PONTES EM 17/04/2019)

A Associação Desportiva dos Amigos do Ceará (Adac), proprietária do terreno onde foi construída a sede do Ceará Sporting Club, no Porangabuçu, entrou com uma ação na Jusitiça solicitando o pagamento de cerca de R$ 12 milhões ao clube. O valor é referente, conforme a entidade, à remuneração do uso do terreno nos últimos cinco anos.

A situação foi notificada pelo Yahoo Esportes e confirmada pela reportagem do Esportes O POVO. Segundo o advogado da Adac, Sanzio Teixeira, o estatuto de criação da Associação prevê o uso do terreno pelo Ceará e o pagamento pela sua utilização.

O caso está em trâmite na 27ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza, com a juíza Miriam Randal. O Esportes O POVO entrou em contato com o Departamento Jurídico do Ceará, que só se pronunciará sobre a situação depois de ser notificado pela Justiça. "Estamos bastante tranquilos em relação a isso", afirmou diretor jurídico do clube Jamilson Veras.

A Associação pede ainda na ação que o bloqueio de até R$ 200 mil da renda de jogos e das cotas de TV destinadas ao Ceará. O advogado Sanzio Teixeira explica que a solicitação é uma forma de garantia futura para a Acad.

"O Ceará está numa situação muito boa na Série A. Mas é uma situação indefinida. Por issso existe o pedido para o bloqueio", comentou.

A Associação sem fins lucrativos tenta a concessão de justiça gratuita. A Acad apresentará documentação até sexta-feira, 24, com o intuito de provar que não possui condições de arcar com as custas processuais.

"Foram feitas várias conversas (com o clube), mas não teve definição. Tentamos todos os meios extrajudiciais", disse Sanzio.

O Povo