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Esportes

Conselho técnico da Série A veta uso de árbitro de vídeo no Brasileirão 2018

19:22 | 05/02/2018
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[FOTO1] O conselho técnico da Série A do Campeonato Brasileiro vetou a utilização de árbitro de vídeo para a temporada 2018. A votação dos 20 participantes, que ocorreu em votação realizada nesta segunda-feira (5), terminou com 12 votos contra, 7 a favor e apenas o representante do São Paulo não votou, segundo o site UOL. O presidente do Ceará, Robinson de Castro, foi contra.

A decisão de veto ao recurso ocorreu por questões financeiras, já que os clubes alegaram que não teriam como arcar com os custos para a utilização da tecnologia. “Se fosse sem custos para os clubes nós aceitaríamos, mas pago pelos clubes nós refutamos”, disse Robinson.

Perguntado sobre quanto custaria a tecnologia para cada jogo, Robinson disse apenas que é “caro e inviável”. Segundo o UOL, um estudo da CBF apontou variação do custo entre R$ 40 mil e R$ 50 mil por jogo.

REVIRAVOLTA


Ano passado, a CBF cogitou utilizar o árbitro de vídeo nas rodadas finais do Brasileirão, tendo em vista a grande repercussão e queixas pela arbitragem do jogo Corinthians 1x0 Vasco, em Itaquera, decidido com um gol irregular de Jô, utilizando o braço e que não foi percebido pelo trio de arbitragem. Contudo, sem condições de arcar com a tecnologia, a ideia foi abortada.

COMO FUNCIONA


De acordo com o protocolo da IFAB, o árbitro de vídeo só poderá prestar auxílio em quatro situações: lances de gol; dúvida sobre pênalti dentro ou fora da área; identificação de jogadores para advertência; e gravidade para expulsão de algum atleta.

O uso do recurso está descartado para qualquer situação fora desses quatro contextos. Para a tomada de outras decisões, o árbitro da partida seguirá com o apoio apenas de seus assistentes de campo.

A cabine do árbitro de vídeo é composta por um operador de imagens, um árbitro, um assistente e um supervisor, que poderá ser consultado em situações mais complexas.
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