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Esportes

Chamusca revela blindagem ao elenco do Ceará, após xingamento de Lelê para torcedor

18:41 | 30/07/2017
Chamusca gritando a borda do campo, no Castelão
Chamusca gritando a borda do campo, no Castelão
[FOTO1] Um fato curioso chamou atenção ao fim da partida entre Paysandu e Ceará, sexta, 28, em Belém. Os jogadores do Vovô não conversaram com a imprensa na saída do gramado, sob ordens de não conceder entrevista. Ninguém da assessoria de comunicação do clube explicou o porquê, mas, em coletiva, posteriormente, o técnico Marcelo Chamusca revelou uma blindagem ao grupo.

Os motivos, segundo Chamusca, seriam a declaração de Lelê, ao fim do jogo contra o Goiás, válido pela 16ª rodada, para emissora de rádio, quando o atacante xingou um torcedor, tendo que se desculpar com o restante da torcida depois e o clima tenso causado por alguns alguns torcedores no dia seguinte, no estádio Carlos de Alencar Pinto, em protesto.

“É um pouco de cada coisa, um pouco do que aconteceu sábado, que nos deixou muito triste, a gente tá lá fazendo jogo-treino, trabalhando, um monte de criança no estacionamento e o cara vem e joga uma bomba porque o jogador foi infeliz. Um pouco do que aconteceu sexta e um pouco do que aconteceu sábado.”, declarou Chamusca, contradizendo a informação oficial do clube, que havia negado o lançamento da bomba e sustentado que os torcedores tinham apenas chutado o portão.

A decisão de proibir os atletas de falar com a imprensa foi coletiva, segundo o treinador. “Foi um consenso entre comissão técnica, diretoria, presidente, tá todo mundo ciente e a decisão foi tomada consciente, não tem nada de anormal em relação a tomada de decisão”, disse. Marcelo Chamusca alertou, no entanto, que a blindagem não deve durar muito.

“Nada que não vá voltar a normalidade. É só um momento em que a gente preferiu dar uma blindada nos jogadores, segurar um pouco mais”, prometeu. A assessoria de imprensa não se manifestou quanto às declarações do técnico.
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