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Antonio Lopes deixa o Botafogo e divulga carta de agradecimento

Mesmo antes de assumir como presidente, Nelson Muffarej já começou a mudar a estrutura do futebol do Botafogo para 2018. A primeira medida foi a demissão do gerente de futebol Antonio Lopes e do vice Cacá Azeredo. Quem vai assumir a vice-presidência de futebol será Gustavo Noronha, que cuidava do jurídico alvinegro. Antonio Lopes já [?]

13:45 | 19/12/2017

Mesmo antes de assumir como presidente, Nelson Muffarej já começou a mudar a estrutura do futebol do Botafogo para 2018. A primeira medida foi a demissão do gerente de futebol Antonio Lopes e do vice Cacá Azeredo. Quem vai assumir a vice-presidência de futebol será Gustavo Noronha, que cuidava do jurídico alvinegro.

Antonio Lopes já tinha sua saída especulada desde o fim do Campeonato Brasileiro. O dirigente ficou a frente do futebol alvinegro por duas temporadas e emitiu uma nota em seu site oficial. Nela, ele agradece ao Botafogo e lembrou as dificuldades em sua gestão. Para a vaga de Antonio Lopes, alguns nomes estão ventilados em General Severiano. Ricardo Gomes e Paulo Angioni são os favoritos.

Confira a íntegra da nota:

Trabalhei como gestor dois anos na CBF, tendo sido pentacampeão mundial em 2002. Um ano e meio no Atlético Paranaense com resultados muito significativos, como um vice de Copa do Brasil e um terceiro lugar no Campeonato Brasileiro, classificando para a Libertadores. Mas o trabalho no Botafogo foi diferente?

O mais árduo dos três, com certeza. Chegamos a um clube que passava por dificuldades seríssimas. Vinha de uma queda da Série A para a B. Da pior campanha da história em campeonatos estaduais. Dívida de alguns meses de salário com atletas e funcionários. Cinco jogadores no elenco. Nenhum atleta queria jogar no clube, pois a credibilidade era difícil.

Juntamente com a direção, capitaneada por um grande presidente (principal responsável pelo ressurgimento do clube), com funcionários, comissão técnica e atletas, trabalhamos exaustivamente para tirarmos o clube daquela situação. Foi gratificante, emocionante ver a evolução e os resultados começarem a surgir em todos os setores.

Dentro do campo fomos crescendo vertiginosamente: campeões da Taça Guanabara, duas finais de estaduais disputadas, campeões da Série B, classificação para a Libertadores, semifinal de Copa do Brasil, quartas de finais de Libertadores (quem passasse ali seria campeão). Revelações de jogadores da base, através de um trabalho de integração que rendeu e ainda vai render muitos frutos.

Me orgulharam bastante os ambientes maravilhosos criados, de respeito, companheirismo, hierarquia, disciplina.Muitos pensam que a única função desse cargo é montar elenco. Tenho muito orgulho de nós do departamento de futebol termos montado os elencos que montamos nesses três anos, apesar das muitas dificuldades que todos conhecem. Mas as funções desse cargo vão muito além, entre outras, de dar suporte e estabilidade às comissões técnicas, em especial ao treinador, cargo este que exerci aproximadamente por 30 anos.

O cargo de gestor está começando a ter uma rotatividade muito grande e me orgulho de ter ficado três anos em um clube de tamanha grandeza (posso estar enganado, mas acredito que eu, Rodrigo Caetano no Flamengo e Alexandre Mattos no Palmeiras éramos os profissionais com mais tempo no cargo dentre os clubes da série A . Nós 3 entramos em dezembro de 2014) .

Agradeço à torcida do Botafogo por todo o carinho que sempre demonstrou comigo, todos os funcionários que tive o prazer de trabalhar, comissões técnicas, atletas e diretoria, em especial à Aníbal Rouxinol, Cacá Azeredo e ao incansável, competentíssimo Carlos Eduardo Pereira, que com certeza já entrou para a história como um dos grandes nomes do clube.

Gazeta Esportiva

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